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Teles reagem à sugestão de dirigente da Anatel para que tomem mais risco

Rafael Bitencourt
·3 minutos de leitura

Ao menos três altos executivos do setor procuraram o presidente da agência após declaração de dirigente indicar que o mercado exige um 'novo modelo mental' das empresas As operadoras de telefonia reagiram à declaração do superintendente de competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino, de que a evolução do mercado tem exigido um novo “modelo mental” para as empresas do setor, conforme publicou o Valor na edição de ontem. O incômodo com a fala do técnico levou, ao menos, três altos executivos do setor a procurarem o presidente da agência, Leonardo Euler de Morais. A reportagem abordou a necessidade das operadoras apostarem em modelos de negócio — mais inovadores, porém de maior risco — para não perderem mercado com a chegada da quinta geração de celular (5G). Balbino disse que esse movimento tem motivado uma mudança radical do perfil corporativo das companhias, inclusive dos executivos. Questionado sobre o ruído gerado no setor, Balbino esclareceu que sua fala não foi direcionada às operadoras locais, mas para o setor como um todo diante dos desafios que o 5G traz em nível mundial. Declaração de Abraão Balbino, superintendente de competição da Anatel, causou reação no setor Valor Diante das reclamações, o presidente da Anatel manifestou posição de apoio ao superintendente. “Certamente o Abraão, competente servidor do quadro da agência, não desconhece os desafios e esforços empreendidos pelas prestadoras de forma a ir além do business de conectividade”, disse. Morais reforçou a sinalização dada pelo superintendente de que a diversificação de modelos de negócio será um dos vetores do avanço tecnológico do setor. “Esses esforços serão cada vez mais materializados tendo-se como premissa a centralidade do consumidor, seja pessoa física ou jurídica. Tampouco é novidade dizer que a transição para o 5G, tecnologia ainda na sua primeira infância, é um catalisador de novos negócios, inovação e novas tecnologias, como inteligência artificial, robótica e realidade aumentada”, disse o presidente da Anatel. Segundo ele, a pandemia acelerou o processo de digitalização na sociedade, evidenciando que a conectividade é um bem essencial. “O confinamento tem ensinado que custos de transação podem ser significativamente reduzidos e ganhos de produtividade logrados a partir do uso mais intensivo e inteligente de mecanismos digitais. Contudo, digital pressupõe conectividade que, por sua vez, requer serviços e infraestrutura de telecomunicações”, destacou Morais. Para o presidente da agência, o Brasil precisa repensar o tratamento dado às telecomunicações. Ele reforçou a percepção de que o setor concorre com as plataformas de serviços digitais (OTTs, na sigla em inglês), com menores cargas de obrigação regulatória e tributária impostas pela legislação. “Até que ponto a carga tributária do setor será equivalente àquela de bens cujo consumo deve ser desincentivado?”, indagou Morais, se referindo à alta carga tributária de produtos como cigarro e bebidas. “Até quando o Brasil será um completo ‘outlier’ em termos de tributação sobre os serviços de telecomunicações? Fundos como Fust continuarão a ser arrecadados, porém não utilizados para o propósito de universalizar a infraestrutura digital?”, questionou, em resposta ao Valor.