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Telegram promete que sua ferramenta antibloqueio funcionará na China e no Irã

Rubens Eishima

Poucos dias após ser liberado para funcionar na Rússia pelo governo local, o Telegram vai apontar suas defesas antibloqueios para outros países onde ainda é proibido, como a China e Irã. Fundador do app, Pavel Durov comemorou o fim do bloqueio em sua terra natal, mas garantiu que a ferramenta para driblar restrições governamentais continuará em desenvolvimento.

Em uma publicação no Telegram, Durov citou o fato de que mesmo bloqueado, o uso do app dobrou desde a decisão judicial que determinou a suspensão do seu funcionamento na Rússia.

O criador do app – que antes desenvolveu outro sucesso de público na Rússia, a rede social VK – espera que a decisão do governo russo seja mantida. Em todo caso, ele garante que continuará a desenvolver o sistema usado para driblar as restrições no país.

Antibloqueio

Desde 2018, enquanto o governo russo restringia o acesso aos endereços usados pelo app, o Telegram basicamente passava a usar novos endereços, o que continuou ao longo dos dois anos de bloqueio.

Para não ficar “enferrujado e obsoleto”, o mensageiro vai direcionar o recurso para países como o Irã e a China, onde segue bloqueado pelas autoridades.

Durov alertou ainda que outros governos podem tentar proibir o Telegram, devido à “imprevisibilidade da situação política ao redor do planeta”.



Fonte: Canaltech