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Telegram arrecada mais de US$ 1 bilhão em investimentos

Igor Almenara
·3 minuto de leitura

O Telegram arrecadou US$ 1 bilhão na venda de títulos para investidores estrangeiros, anunciou o fundador Pavel Durov. Em fase de crescimento impulsionado por fatores como a pandemia e a recepção negativa dos novos termos de privacidade do WhatsApp, o mensageiro apresentado como solução mais segura que a concorrência chamou a atenção do mercado e levantou fundos bilionários.

Deste montante, US$ 150 milhões partem do fundo soberano Mubadala Investment, holding estatal dos Emirados Árabes Unidos, e do Abu Dhabi Catalyst Partners em títulos conversíveis de 5 anos pré-IPO — modelo de investimento sobre empresas que ainda não abriram seu capital na bolsa. No anúncio, a origem dos demais milhões de dólares não foi revelada, mas segundo Pavel Durov, a companhia negociou títulos com “alguns dos maiores e mais conhecidos investidores de todo o mundo”.

Parceria “estratégica”

Apesar do enorme valor investido pela Mubadala Investment, não há confirmações se esta é a maior fatia sob a posse de um mesmo cliente. Ainda assim, o Telegram sinalizou que abrirá um escritório em Abu Dhabi logo após o acordo, visando sua consolidação nos Emirados Árabes Unidos e, provavelmente, estreitamento de laços com um dos seus maiores investidores.

Boa parte do valor arrecadado será investido em aprimoramentos para a plataforma e na manutenção de sua independência, explicou Durov. Tamanha quantia também servirá para colocar projetos em prática, como o modelo de monetização sugerido pelo fundador em dezembro de 2020, necessário para manter a sustentabilidade de “um projeto deste tamanho”, adicionou.

O mensageiro continuará indisponível para a venda e o produto pago que pretende implementar “não será invasiva” — embora esteja consista de um modelo de encaminhamento de propaganda através de canais. O dinheiro oriundo desses recursos devolvido para a base de usuários em forma de investimento em infraestrutura e em melhorias de uso geral do aplicativo, mas nenhuma delas foi especificada.

“Queremos que nossos milhões de criadores e pequenos empreendedores do Telegram prosperem, enriquecendo a experiência para todos os usuários”, disse Durov, ao justificar suas reflexões sobre modelos de monetização.

Propagandas “pouco” invasivas

Segundo o fundador do Telegram, os usuários poderão optar por não receber propagandas, mas ele acredita que “anúncios que respeitam a privacidade” são um bom caminho para a abrir a monetização de canais. O modelo serviria como uma alternativa às doações e assinaturas, duas outras opções que também estão sendo trabalhadas e discutidas pela companhia.

Além disso, o app continua com números impulsionados por polêmicas que envolvem seus concorrentes diretos. Desde que o WhatsApp anunciou suas novas medidas de privacidade obrigatórias, o total de cadastros no Telegram continua crescendo. Atualmente, o mensageiro alternativo está em 45% dos celulares brasileiros, como indica a mais recente pesquisa do Opinion Box.

Os desdobramentos e reais ganhos desses investimentos milionários só serão observados nos próximos meses. A companhia se encontra em fase de discussão em vários temas relacionados à usabilidade geral do aplicativo, mas implementa novidades no mensageiro constantemente, como as salas de áudio no estilo do Clubhouse.

A monetização do Telegram segue um mistério, por agora, resta aguardar por maiores novidades — e você pode continuar ligado no Canaltech para saber delas assim que saírem.

Fonte: Canaltech

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