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Telefônica Brasil lucra menos no 2º tri com pandemia, avalia criar veículo para fibra

Por Gabriela Mello
·2 minuto de leitura
Sede da Vivo, marca sob a qual a Telefónica opera no Brasil, em São Paulo (SP)
Sede da Vivo, marca sob a qual a Telefónica opera no Brasil, em São Paulo (SP)

Por Gabriela Mello

SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica Brasil viu seus resultados do segundo trimestre pressionados pelos impactos econômicos da pandemia de coronavírus, mas ainda assim conseguiu atingir as expectativas à medida que as operações começaram a melhorar a partir de junho.

A maior operadora de telefonia móvel do Brasil divulgou na manhã desta quarta-feira lucro líquido trimestral de 1,113 bilhão de reais no trimestre encerrado em 30 de junho, 21,6% menor ante igual período do ano anterior, mas acima do consenso de estimativas compiladas pela Refinitiv de 1,008 bilhão de reais.

"O cenário foi bem desafiador com a desaceleração econômica atingindo o negócio e gerando incertezas... Abril foi muito duro, maio um pouco menos e os resultados começaram a melhorar a partir de junho", disse o diretor presidente, Christian Gebara, a jornalistas.

A subsidiária do grupo espanhol Telefónica, que no Brasil opera sob a marca Vivo, teve queda de 5,1% na receita líquida trimestral, para 10,3 bilhões de reais, afetada tanto pelos serviços móveis quanto pelo fixo, além de um tombo de 41% nas vendas de aparelhos devido ao fechamento das lojas.

Gebara observou, no entanto, que 80% das lojas da Vivo já reabriram e a demanda por serviços móveis, inclusive o pré-pago, está aumentando.

As ações da Telefônica Brasil caíam cerca de 0,6% nesta quarta-feira, após avançado mais de 3% no início da sessão.

Analistas do BTG Pactual consideraram o balanço da Vivo "resiliente", destacando seu "notável fluxo de caixa livre" de 2,77 bilhões de reais diante de menores gastos de capital. A operadora vem buscando alternativas para acelerar a expansão da rede de fibra sem aumentar muito os investimentos. Em um comunicado separado, a Vivo anunciou planos de constituir um veículo para construir e oferecer uma rede de fibra neutra aos clientes no atacado. O movimento é avaliado como positivo por analistas do Credit Suisse dado o seu potencial de criar uma estrutura de capital mais eficiente. A matriz espanhola Telefónica será a parceira da Vivo no novo veículo, de acordo com Gebara, e a operadora pretende escolher até o final do ano um terceiro parceiro financeiro ou industrial para iniciativa.

"A meta para esta unidade é iniciar as operações em 2021 e atingir 5 milhões de domicílios em quatro anos", disse o CEO. Simultaneamente, a Vivo está fazendo uma oferta conjunta com as rivais TIM Participações e Claro pela unidade móvel da Oi.

As três apresentaram uma nova oferta de 16,5 bilhões de reais na segunda-feira à noite, que Gebara vê como "razoável".