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Telefônica Brasil começa a ver recuperação do consumo no país

Rodrigo Carro
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Christian Gebara citou como exemplo o aumento nas receitas decorrentes da venda de aparelhos, a partir da reabertura de lojas Carol Carquejeiro/Valor O diretor-presidente da Telefônica Brasil, Christian Gebara, afirmou em conversa com jornalistas nesta quarta-feira que os resultados reportados no terceiro trimestre — quando a operadora adicionou 267 mil novos acessos de fibra — apontam para uma recuperação do consumo no país. O executivo citou como exemplo o aumento nas receitas decorrentes da venda de aparelhos, a partir da reabertura de lojas. Gebara frisou que o mercado de telefonia móvel pré-paga foi diretamente beneficiado pelo auxílio emergencial pago pelo governo federal para tentar amenizar os efeitos econômicos da pandemia. O executivo destacou também que a companhia pretende terminar o ano com seu serviço de fibra óptica até a casa do clientes (FTTH, na sigla em inglês) disponível em 268 cidades. Ao fim do terceiro trimestre, a banda larga via fibra da Telefônica estava presente em 244 municípios. Os planos da operadora incluem ainda uma meta de 16 milhões de “homes passed” (residências onde o serviço está disponível para contratação) até o fim de 2020. A Telefônica Brasil terminou setembro com 14,6 milhões de domicílios cobertos e uma base de clientes de banda larga via fibra de 3,1 milhões. Gebara disse ainda que a escolha do parceiro necessário para viabilizar a criação de uma empresa de infraestrutura de fibra óptica com rede neutra se dará, “com certeza”, até o fim do primeiro trimestre de 2021. O executivo esclareceu que, no momento, os interessados no negócio estão acessando informações da Telefônica Brasil num data room para, a partir daí, formalizar possíveis propostas vinculantes. “Nesse momento nós abrimos o data room, a informação de dados para esses parceiros interessados”, disse Gebara. “Com certeza teremos alguma definição clara de com quem iremos e como iremos, acredito, até o início do próximo ano, o primeiro trimestre do próximo ano”. O diretor-presidente não detalhou quantas são as empresas que participam dessa fase do processo, limitando-se a dizer que há “um número importante de interessados.” O projeto é de que a empresa de infraestrutura neutra seja constituída basicamente por três sócios: a Vivo (da Telefônica), a Telefônica Infraestrutura e o parceiro. Gebara explicou que a Telefônica tem interesse em atrair um parceiro da área financeira. “Mas também temos interessados com um caráter mais operativo. Tudo vai depender das condições da oferta e dos objetivos que vamos construir em conjunto”, disse. Em teleconferência com analistas de mercado, Gebara afirmou que a futura empresa de infraestrutura de fibra óptica que a operadora planeja criar em 2021 poderá lançar mão de fusões e aquisições para expandir sua rede. Gebara explicou que a empresa de infraestrutura óptica deverá estar “totalmente operacional” no próximo ano. A possibilidade de expansão via M&A (sigla em inglês para fusões e aquisições) dependeria em parte, frisou ele, da identificação de oportunidades entre empresas com infraestrutura de alta qualidade. Com a constituição de uma empresa independente de infraestrutura óptica, somada ao crescimento orgânico da base de clientes da Telefônica, a operadora pretende alcançar até 2024 um total de 24 milhões de domicílios cobertos por seu serviço de FTTH. A operadora terminou setembro com 14,6 milhões de residências cobertas, ou seja, onde o serviço de FTTH da Telefônica está disponível para contratação.