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Telefónica tem fortes perdas no terceiro trimestre

(Arquivo) O presidente executivo da Telefónica, José María Álvarez-Pallete, no Mobile World Congress em Barcelona

O grupo espanhol de telecomunicações Telefónica anunciou nesta terça-feira um prejuízo líquido de 443 milhões de euros no terceiro trimestre, devido ao custo de um vasto plano de reestruturação na Espanha.

A perda é muito maior do que o esperado por analistas entrevistados pela consultora Factset (133 milhões de euros).

Apesar disso, a Telefónica afirmou em comunicado confirmando "todos os objetivos estabelecidos para o ano, bem como os dividendos correspondentes a 2019".

No terceiro trimestre, o grupo teve que provisionar cerca de 1,88 milhão de euros, sendo 1,732 milhão na Espanha, para cobrir o custo da reestruturação, anunciado em setembro.

O plano consiste em um programa de demissões voluntárias, destinada a funcionários com mais de 53 anos de idade ou mais de 15 anos de trabalho, ou seja, cerca de 5.000 pessoas de um total de 25.000 funcionários na Espanha.

No entanto, no final, apenas 2.636 funcionários eram elegíveis para o plano, anunciou o grupo, que prometeu que, para cada aposentadoria antecipada, contratará duas pessoas e que pelo menos metade desses novos empregos será para pessoas com menos de 35 anos.

Por outro lado, o volume de negócios do grupo aumentou 1,7% no terceiro trimestre, para 11,902 bilhões de euros, graças ao crescimento das assinaturas de telefone em rede 4G e fibra e cabo.

Detalhando por mercados, a Telefónica destacou que no Brasil e na Argentina houve o impacto negativo das taxas de câmbio, devido à desvalorização do do real e do peso argentino em relação ao euro.

No entanto, no Brasil, as receitas cresceram 2,6% em ritmo anual no terceiro trimestre, sendo os melhores dados nesse país nos últimos 15 trimestres.