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Telefónica busca investidor para compra de até 49% de sua unidade de tecnologia

Juliano Passaro
Telefónica busca investidor para compra de até 49% de sua unidade de tecnologia

A espanhola Telefónica está em busca de um investidor que queira comprar cerca de 49% do seu braço de tecnologia, a Telefónica Tech. A empresa engloba negócios de cibersegurança, internet das coisas e computação em nuvem. A empresa de telecomunicação chegou a contratar o Morgan Stanley para procurar parceiros que tenham interesse em adquirir a unidade de tecnologia. As informações foram divulgadas pelo jornal "El Confidencial", nesta segunda-feira (27).

A tele espanhola  informou, em meados de novembro do ano passado, que estava planejando dividir parte de seus negócios na América Latina. Além disso, a empresa afirmou que queria parceiros para outras unidades.

A ideia da Telefónica é conseguir gerar mais de 2 bilhões de euros por ano em receitas, em até dois anos. O presidente-executivo da tele espanhola, José Alvarez-Pallete, afirmou, na época, que haviam investidores interessados em parte da unidade Tech.

Planejamento da Telefónica para ampliar receita em 2 bi de euros

A empresa controladora da brasileira Telefônica afirmou, nesta quarta-feira (27), que aprovou o início de um plano que visa gerar acima de 2 bilhões de euros (R$ 9,36 bilhões) em receitas adicionais até 2022.

De acordo com a espanhola, o planejamento inclui uma decisão de se concentrar nos principais mercados:

  • Espanha;
  • Brasil;
  • Reino Unido;
  • Alemanha.

A empresa de telecomunicação também decidiu reorganizar seus negócios criando duas novas unidades, a Telefónica Tech e a Telefónica Infra.

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A Telefónica afirma que, deste modo, a margem de fluxo de caixa operacional será acima em dois pontos percentuais até 2022. A margem é uma taxa de fluxo de caixa, que visa medir o valor proveniente das atividades operacionais, como um percentual das receitas de vendas em um certo período.

É importante salientar que a Telefónica reverteu o lucro líquido de 1,1 bilhão de euros no terceiro trimestre do ano passado para um prejuízo de 443 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão) neste ano.