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Tecnologia que identifica terremotos por balões pode ser usada em Vênus, dizem cientistas

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Tecnologia que identifica terremotos por balões pode ser usada em Vênus, dizem cientistas
Tecnologia que identifica terremotos por balões pode ser usada em Vênus, dizem cientistas

Cientistas do Instituto Tecnológico da Califórnia (Caltech), ligado à Nasa, publicaram um estudo revelando a capacidade de identificar terremotos pelo uso de balões, ressaltando que essa tecnologia pode, eventualmente, ser aplicada em estudos sísmicos de Vênus e outros planetas do nosso sistema solar.

De acordo com os autores, a pesquisa traz relevância por inaugurar uma nova via de possibilidade de estudo em planetas que não facilitam condições de pouso e permanência prolongada de equipamentos enviados em missões espaciais – como é o caso de Vênus.

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Ilustração mostra a atmosfera de Vênus.

Nova tecnologia capta terremotos por balões e pode ser aplicada em Vênus para melhor estudar o planeta hostil.
Ambiente inóspito de Vênus dificulta o estudo de seus movimentos sísmicos, mas uma nova tecnologia pode ajudar a contornar esse problema. Imagem: Jurik Peter/Shutterstock

Ao contrário de Marte ou da Lua, onde as condições do solo facilitam o pouso e a permanência prolongada de equipamentos enviados em viagens espaciais, Vênus tem um terreno extremamente hostil, e módulos de pouso enviados a ele mal conseguem sustentar duas horas de permanência. Por isso, é pouco o que sabemos sobre o comportamento do segundo planeta da nossa galáxia.

“Muito do nosso entendimento sobre o interior da Terra — como ela se resfria e a relação disso com a superfície — vem da análise de ondas sísmicas que viajam por regiões tão profundas quanto o nosso núcleo”, disse Jennifer M. Jackson, geóloga da Caltech e co-autora do estudo, em um comunicado emitido pela Nasa, que é ligada à universidade.

“Dezenas de milhares de sismômetros compõem redes permanentes, permitindo essa possibilidade na Terra. Nós não temos esse benefício em outros corpos planetários – especialmente Vênus”, continuou Jackson. “Estudos de atividades sísmicas nele poderiam ampliar nosso entendimento de planetas rochosos, mas o ambiente extremo de Vênus exige a investigação de técnicas inovadoras de detecção”.

Basicamente, o que a especialista quer dizer é: o ambiente em Vênus nos impede de posicionar sismômetros – sensores especializados na detecção de terremotos e movimentos similares – de forma local. E é aí que entra o estudo recentemente publicado.

Os cientistas do Caltech usaram o que se convém chamar de “balões heliotrópicos” – um tipo de balão que muda seu comportamento conforme a temperatura vinda da luz do sol. Lançados em julho de 2019, durante as manhãs de vários dias, eles absorveram luz e esquentaram, elevando suas altitudes para algo entre 18 e 24 quilômetros (km). Ao pôr do sol, a temperatura reduziu, fazendo com que eles descessem e seu recolhimento fosse facilitado.

Para fins deste teste, os pesquisadores lançaram quatro balões (apelidados “Tortoise” (“Tartaruga”), “Hare” (“Lebre”), “Hare 2” (“Lebre 2”) e “CrazyCat” (“GatoLouco”) equipados com barômetros – um tipo de instrumento que mede a pressão atmosférica – e um outro sensor especialmente desenhado para esse projeto. A ideia era a de avaliar se esse tipo de análise traria resultados precisos de identificação sísmica, tal qual um sismógrafo.

O problema que eles ainda estão tentando resolver: neste modo, não apenas é necessário que um terremoto ocorra durante a observação, mas ele também precisa ser forte o suficiente para gerar ondas posteriores de som que os barômetros e sensores possam captar.

“Detectar terremotos naturais com balões pode ser desafiador e, quando você olha os dados do começo [do estudo], pode se sentir decepcionado, já que a maioria dos tremores de baixa magnitude não produzem ondas suficientes e visíveis da atmosfera”, disse Quentin Brissaud, sismólogo da Caltech e outro autor do estudo. “Todo tipo de barulho ambiental é detectado: até mesmo os balões geram barulho”.

Eis que, em 22 de julho de 2019, um tremor de média magnitude (4,2 na escala Richter) ocorreu, e suas ondas foram captadas pelos balões Hare e Tortoise. O primeiro balão tinha muito barulho interferindo com as leituras, mas o segundo fez uma captura mais limpa, assegurando a solidez dos dados, que foram comparados a sismógrafos posicionados próximos ao epicentro do terremoto, confirmando os achados.

Desde então, os pesquisadores vêm estudando e refinando a tecnologia a fim de aplicá-la em ambientes mais inóspitos: “deve ser mais fácil detectar terremotos posicionando os balões a partir das camadas mais frias [da atmosfera] de Vênus (entre 50 e 60 km de altitude)”, disse Siddharth Krishnamoorthy, investigador chefe de análise no laboratório de propulsão a jato da Nasa na Califórnia. “Se nós passarmos por um ponto mais intenso, ou algo que, da órbita, se pareça com um vulcão, o balão pode ser capaz de ‘escutar’ estímulos acústicos para determinar se realmente se trata de um tremor”.

A avaliação de tremores é um recurso inestimável de dados relacionados à construção e comportamento das camadas internas de um planeta. Entender esses fenômenos pode ajudar cientistas a não apenas determinar a viabilidade de missões exploratórias, como também os auxilia na compreensão do passado e antecipação de eventos no futuro.

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