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Tebet escolhe economista Luciana Servo para ser presidente do Ipea

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), indicou nesta sexta-feira (20) a economista Luciana Mendes Santos Servo para presidir o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Servidora do instituto desde 1998, ela é a primeira mulher negra a ocupar o posto e tem histórico em projetos na área de saúde pública, como o "Prioriza SUS", "Conta Satélite de Saúde" e "Contas SHA para o Brasil".

Ela é a terceira mulher a presidir a instituição. Já ocuparam o posto Aspásia Camargo (1993-1995) e Vanessa Petrelli Corrêa, que comandou o órgão interinamente em 2012. Servo é doutora em economia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e mestre na área pela USP (Universidade de São Paulo).

Tebet vinha sendo cobrada pela falta de diversidade na equipe vinculada ao Planejamento. Há duas semanas, ao ser questionada sobre quem seriam seus secretários, a ministra afirmou que gostaria de montar um ministério diverso, mas que tinha dificuldade para encontrar mulheres negras.

No dia seguinte, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que se colocava "à disposição" de Tebet para trabalhar em estratégias para ampliar a diversidade na composição das pastas.

A economista também participou da elaboração de relatórios do CMAP (Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas), de um estudo que investigou a demanda e a oferta de leitos hospitalares e equipamentos de ventilação durante a pandemia de Covid-19.

Segundo o Ipea, ela também colaborou em um trabalho sobre o gasto dos municípios com atenção primária à saúde.

Seus estudos incluem um histórico do financiamento em saúde e análises de saúde e segurança do trabalho no Brasil, além de educação, custo de vida e desigualdade regional no país.

Ela substituirá Erik Figueiredo, nomeado para o posto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), e terá a missão de pacificar o órgão novamente.

Em dezembro, a Folha mostrou que servidores do Ipea acusavam o ex-presidente do institutode acobertar casos de assédio moral e de perseguição política na instituição, supostamente praticados por dirigentes da instituição alinhados a Jair Bolsonaro.

Outra reportagem recente mostrou que um estudo assinado pelo ex-presidente contestava pesquisas recentes que apontam o aumento no número de brasileiros em situação de insegurança alimentar ou com fome.

Agora no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob o guarda-chuva do Ministério do Planejamento, o Ipea foi criado em 1964, como Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada.

O instituto conta com sete diretorias e um corpo técnico de pesquisadores na sede, em Brasília, e na unidade do Rio de Janeiro.

Com pesquisas em diferentes áreas, o órgão tem por missão aprimorar as políticas públicas para o desenvolvimento.

Fachada do edifício do IPEA em Brasília Lalo de Almeida- 12.jun.19/Folhapress Fachada do edifício do IPEA em Brasília ****