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TCU deve fazer privatização da Eletrobras ser concluída em 2022

·2 min de leitura
GLóRIA DE DOURADOS, MATO GROSSO DO SUL, BRAZIL - 2019/06/01: In this photo illustration the Eletrobras logo is seen displayed on a smartphone. (Photo by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
GLóRIA DE DOURADOS, MATO GROSSO DO SUL, BRAZIL - 2019/06/01: In this photo illustration the Eletrobras logo is seen displayed on a smartphone. (Photo by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Parecer sobre a privatização da Eletrobras será analisado pelo Tribunal no ano que vem;

  • Ministros entram de férias no dia 8 de dezembro e voltam no dia 26 de janeiro;

  • Com o atraso, assim como a privatização dos Correios, a da Eletrobras estará atrasada;

O Tribunal de Contas da União (TCU) deve atrasar mais uma das privatizações prometidas pelo Governo Federal. Enquanto a venda dos Correios para a iniciativa privada não avança no Congresso, a da Eletrobras, que já foi aprovada, será afetada pelas férias do tribunal, como informa o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

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O Ministério Público de Contas liberou neste mês o parecer sobre a privatização aprovada em julho no Congresso e agora o processo está na mesa do ministro Aroldo Cedraz, que será o relator do processo. Porém, de acordo com o colunista, o ministro não deve liberar o processo para o plenário até 8 de dezembro, data em que o tribunal encerra os trabalhos deste ano, e entra de férias, só voltando a funcionar em 26 de janeiro.

Atraso deve levar privatização para período eleitoral

Segundo o colunista Lauro Jardim, o atraso é visto como retaliação do TCU ao governo por ter sido "atropelado" nas negociações do 5G definidas nas últimas semanas. O ministro Paulo Guedes esperava arrecadar R$ 60 bilhões com a venda de ações ordinárias da concessionária de geração e a transmissão de energia elétrica. Se o atraso se confirmar, o governo ficará sem R$ 25 bilhões que iriam para o Tesouro Nacional.

O atraso pode fazer com que a definição da privatização da empresa elétrica seja feita durante o processo eleitoral de 2022. Segundo informações de outro jornalista de O Globo, Manoel Ventura, o governo esperava encerrar o processo de venda da estatal no primeiro trimestre do próximo ano, mas o relator do processo no TCU, teria avisado a ministros do governo que a análise do tribunal deve atrasar com o objetivo de levar a privatização para as eleições, uma vez que ministros do tribunal estariam reticentes com alguns pontos do contrato.

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