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Táxi voador da Embraer deve começar a operar no Rio em 2026

Imagem conceito de um táxi voador
Imagem conceito de um táxi voador
  • "Carro voador" difere bem de um helicóptero

  • Em 2021 foram realizados testes com o trajeto Galeão–Barra da Tijuca pelo preço de R$ 99

  • Veículo já foi encomendado por empresas ao redor do mundo

No ano passado, a EVE, empresa de especializada em mobilidade urbana aérea da Embraer, iniciou testes de passageiros de seu veículo voador, realizando o trajeto entre o aeroporto do Galeão e a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Agora, a empresa anunciou que a rota começará a operar comercialmente em 2026.

O veículo, que vem sendo chamado de "carro voador", na verdade é um automóvel de transporte de passageiros, como um helicóptero. A grande diferença entre os dois, de acordo com a empresa, será o custo da passagem, que deve se aproximar do custo de uma corrida de táxi, seis vezes menos do que uma corrida de helicóptero.

Na época, em 2021, a passagem no eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical) custou cerca de R$ 99 reais. Porém ainda é incerto que preço será cobrado pela empresa em 2026, quando o transporte se tornar comercialmente operante.

Outra grande característica que difere o eVTOL de um helicóptero é o barulho produzido pelo seu funcionamento. De acordo com André Stein, presidente da EVE, o ruído é 90% menor do que o de um helicóptero por conta da propulsão distribuída.

Isto é, a decolagem e a aterrissagem é feita a partir de oito rotores, que são desligados para voo, quando outros dois rotores fazem a propulsão do avião para frente. Além disso, há o fato do veículo utilizar um motor elétrico, ao invés de um combustível derivado do petróleo.

Nos testes com o protótipo foram transportados, no total, mais de 600 passageiros. Isso deu à EVE bastante informações sobre o funcionamento do trajeto. Segundo a empresa, esses primeiros drones a operar terão um itinerário fixo, com um máximo de meia hora de duração.

O objetivo, de acordo com Stein, não é substituir os outros meios de transporte, mas sim complementar os modais urbanos já existentes e dar a opção do consumidor poder pegar um modal mais rápido quando necessário.