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Taxas de frete de commodities devem se manter em alta

Isis Almeida, Rachel Graham e Annie Lee
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Para uma ideia de como as economias estão se recuperando da pandemia de maneira rápida e desigual, basta olhar o mercado de remessas de matérias-primas.

A demanda está em alta por quase tudo, como soja e aço, o que elevou o custo de transporte de produtos secos em mais de 50% este ano. O setor de manufatura, que se recuperou primeiro na China, agora se acelera em outros lugares, e países aumentam as compras de matérias-primas para repor estoques depois de esgotá-los durante os lockdowns, que congestionaram as operações nos portos e afetaram a atividade econômica global.

Analistas dizem que o rali não acabou, e as taxas de frete para commodities não empacotadas, como grãos, minério de ferro e carvão - ou granéis sólidos - devem permanecer altas este ano e, possivelmente, em 2022. É uma impressionante reversão para um mercado que operava no menor nível em quatro anos há menos de 12 meses e ocorre em meio à limitada oferta de navios. Também coincide com a recuperação desigual que afeta a movimentação de navios porta-contêineres, que transportam desde móveis a commodities empacotadas, como café e açúcar branco.

“Se você voltar um pouco e lembrar como era o mundo e qual era o sentimento nesta época do ano passado, havia uma grande incerteza”, disse Burak Cetinok, chefe de pesquisa do Arrow Shipbroking Group. “Mas agora que vemos uma luz no fim do túnel, o setor industrial está repondo os estoques. Isso se soma aos fortes embarques.”

Os custos de frete começaram a se recuperar à medida que a China, maior importadora de commodities, se recuperou do impacto da pandemia mais rápido do que outros países. A retomada da manufatura no país asiático e enormes importações de produtos agrícolas dos EUA para alimentar o plantel de suínos em expansão impulsionaram as taxas de granéis sólidos.

As importações do país são tão fortes que ajudaram a elevar o custo de transporte em navios Panamax - os que se encaixam nos limites de tamanho do Canal do Panamá - ao nível mais alto em mais de uma década.

“Tivemos embarques muito fortes dos EUA, que continuaram bem no primeiro trimestre e ainda veremos grandes embarques de milho dos EUA daqui para frente”, disse Peter Lindstrom, chefe de pesquisa da empresa de navegação norueguesa Torvald Klaveness Group. Isso coincidirá com o pico da temporada de exportação da costa leste da América do Sul, um fator positivo para os Panamax, afirmou.

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©2021 Bloomberg L.P.