Mercado abrirá em 8 h 30 min
  • BOVESPA

    117.380,49
    -948,51 (-0,80%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.126,51
    +442,96 (+0,99%)
     
  • PETROLEO CRU

    52,53
    -0,24 (-0,45%)
     
  • OURO

    1.858,90
    +3,70 (+0,20%)
     
  • BTC-USD

    31.941,65
    -426,64 (-1,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    645,31
    -31,59 (-4,67%)
     
  • S&P500

    3.855,36
    +13,89 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    30.960,00
    -36,98 (-0,12%)
     
  • FTSE

    6.638,85
    -56,22 (-0,84%)
     
  • HANG SENG

    29.568,75
    -590,26 (-1,96%)
     
  • NIKKEI

    28.641,13
    -181,16 (-0,63%)
     
  • NASDAQ

    13.430,50
    -45,00 (-0,33%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7110
    +0,0748 (+1,13%)
     

Taxa de transmissão do coronavírus cresce em todo o Brasil, diz estudo da USP e Unesp

Ana Letícia Leão
·3 minuto de leitura
Aloisio Mauricio/Fotoarena / Agência O Globo

SÃO PAULO - Um novo levantamento da Info Tracker - ferramenta que monitora o avanço da pandemia de Covid-19 no país - aponta um crescimento nacional do RT, a taxa de transmissão do coronavírus. A taxa chegou a 1,54 nesta terça-feira, data em que foi atualizada, enquanto no dia 18 de novembro, data da última atualização, a média estava em 1,35.Leia mais: Taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil é a maior desde maio, aponta Imperial College

A ferramenta é do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, desenvolvida por professores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), com base nos registros das autoridades de saúde. Um RT de 1,54 significa que cada 100 pessoas infectadas são capazes de transmitir o vírus para outras 154. E que as 154 infectam outras 237 e assim progressivamente.

A taxa de transmissão do vírus também cresceu quando analisada separadamente em cada região do país. No Sul, a situação é mais preocupante, pois o RT chegou a 1,88, e estava em 1,86 no dia 14. É a única taxa com valor superior à media nacional.

Em seguida estão as regiões Sudeste e Nordeste, com taxas de transmissão de 1,53. Há 10 dias, as taxas estavam em 1,33 e 1,31, respectivamente. Depois, vem a região Norte, com 1,1 de RT, sendo que antes estava abaixo de 1, com 0,99. Por último, está o Centro-Oeste, com 1,08 de taxa de transmissão, região que também tinha o RT sob controle no dia 14 (0,97).

— Infelizmente cresceram as taxas de transmissão em todas as regiões. É uma clara piora no país inteiro — alerta o cientista de dados e um dos desenvolvedores da plataforma, Wallace Casaca.Entenda: São Paulo tem taxa de transmissão da Covid-19 mais alta do país, de 1,32, mostra UFPB

Antes do dia 5 de novembro o RT estava abaixo de 1 - valor de referência -, o que significava dizer que a pandemia estava, de certa forma, controlada. Após o dia 6 de novembro, a taxa passou ser superior a 1.Para ele, a única forma de controlar a taxa de transmissão, fazendo com que ela volte novamente a um patamar abaixo de zero é endurecer medidas de quarentena.

— A matemática não resolve mais, são necessárias medidas de contenção, mais do que nunca. Não só utilização de máscaras e álcool em gel, mas medidas mais efetivas do poder público. É muito provável que tenha que reavaliar os planos de retomamada da economia — avalia Casaca.

Imperial College

Dados divulgados hoje pelo Imperial College de Londres, no Reino Unido, também apontam a taxa de transmissão do vírus no Brasil é a maior desde maio. O relatório mostra que o índice está em 1,30. A última vez que o RT no Brasil esteve tão alto foi na semana de 24 de maio, quando atingiu 1,31.

Simbolizado por Rt, o "ritmo de contágio" é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.