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Taxa de transmissão avança em 18 das 21 regiões do estado de São Paulo

·5 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar da queda de número de internações e mortes no estado de São Paulo por Covid-19, a taxa de transmissão da doença apresentou alta em 18 das 22 regionais de saúde nas últimas semanas, segundo tabulação de dados oficiais feita pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker.

Em cinco dessas regiões, a maior parte localizada na Grande São Paulo, a taxa de contágio supera o índice de 1, o que é considerado preocupante pelos especialistas no assunto.

No topo dessa lista está uma fatia da região metropolitana denominada Grande São Paulo Leste, que agrega 11 municípios, tais como Guarulhos, Arujá, Mogi das Cruzes e Suzano. A taxa de transmissão nessa região está em 1,32. Isso significa que 100 pessoas contaminadas pela Covid-19 podem contaminar outras 132.

Também chamada de ritmo de contágio, a taxa de transmissão é calculada levando-se em consideração os casos confirmados, óbitos, pessoas recuperadas e a vacinação. Essa soma é obtida a partir de um complexo modelo matemático em que é empregado técnicas de inteligência artificial.

"Há duas semanas havíamos observado redução em todas as regiões, que estavam abaixo de 1, algo inédito em toda a pandemia. Agora, muitas estão abaixo do limite, porém, vem apresentando alta e cinco delas, sendo quatro na Grande São Paulo, o que indica alerta", afirma Wallace Casaca, um dos coordenadores do projeto SP Covid-19 Info Tracker.

A SP Covid-19 Info Tracker é ferramenta criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo) para acompanhar a evolução da pandemia no estado. Eles tabulam índices a partir de análise de dados oficiais.

Casaca afirma que em outros momentos da pandemia esse movimento de avanço na região metropolitana e depois o espalhamento pelo interior já foi observado. "Isso reflete um momento de alerta e a gente já viu isso acontecer antes. Essa movimentação de alta começar pela Grande São Paulo e depois espalhar pelo estado. O diferencial é que agora temos a atuação da [variante] delta. Embora tenha sido registrado queda na quantidade de internações e mortes, o momento é de alerta", afirma.

Integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do governo de São Paulo, que assessora a gestão João Doria (PSDB), o infectologista Marcos Boulos afirma que essa elevação da taxa de contágio já era esperada.

"Na última semana nós tivemos mais casos do que na penúltima e a tendência é de elevação nesse número. É um fato esperado, ainda mais após a liberação muito intensa de todas as atividades e a chegada da variante delta", afirma Boulos, também professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo Boulos, a proliferação da variante delta está crescendo em progressão geométrica. "E pode chegar a um número bastante importante em duas, três semanas. E achamos que teremos um aumento significativo", disse.

Ele lembra da situação recente de países europeus tais como Inglaterra e Portugal, que, apesar do alto índice de vacinados, experimentaram uma grande evolução do número de casos devido à proliferação da variante delta.

Alerta Embora afirme que não faça o cálculo do número efetivo de reprodução da Covid-19 na cidade de São Paulo, a prefeitura disse em nota que monitora todas as notificações de casos de síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave e surtos de síndrome gripal.

Ainda segundo a prefeitura, os dados do mais recente boletim, referentes a última terça-feira (3), indicam queda no número total de casos notificados entre os dias 22 e 25 de julho.

Entretanto, ressaltou que os dados são subestimados, tendo em vista que deve-se considerar o intervalo de tempo necessário entre o adoecimento do caso suspeito, a busca pelo serviço de saúde, a notificação do caso e então o registro da notificação nos sistemas oficiais.

"Dessa forma, a situação atual é de alerta para um possível aumento do número de casos suspeitos notificados. Soma-se a isso a identificação de casos de variante delta na capital. Em outros países do mundo, em poucas semanas após a identificação da variante delta, ela foi capaz de suplantar as variantes que predominavam anteriormente, e observou-se aumento no número de casos", informa a nota.

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que a queda de óbitos pela doença já se mostra bem expressiva, bem como a quantidade de internações.

A pasta do governo estadual informou desconhecer a metodologia empregada pelo projeto SP Covid-19 Info Tracker, porém, destacou que as estatísticas atuais da Covid-19 em SP demonstram justamente melhora em todos os índices.

"Além disso, na última semana, foi registrado 346 municípios sem registros de mortes pela Covid-19, indicando que mais de 53% das cidades paulistas não tiveram vítimas da doença desde 28 de julho. No mesmo período, 31 municípios não tiveram novos casos confirmados da doença", informa trecho da nota.

*

O que é a taxa de transmissão?

É o cálculo que avalia o potencial de propagação de um vírus e assim é possível verificar qual é o ritmo de contágio da doença.

Como o cálculo é feito?

Usando modelos matemáticos e técnicas de inteligência artificial.

O que é levado em consideração?

A taxa de transmissão é calculada a partir dos casos confirmados, óbitos, recuperados e as curvas de vacinação.

O que significa o número e porque preocupa?

Quando o índice é superior a 1, significa que cada pessoa contaminada transmite a doença para mais de uma pessoa. Exemplos:

- se o índice é de 0,90, significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitirão o vírus para 90 pessoas; - se o índice estiver em 1,30, significa que o 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 130 pessoas.

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