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Taxa de desemprego fica em 14,7%, nível recorde no país

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 - Feirão do emprego no vale do Anhangabaú. (Foto Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 - Feirão do emprego no vale do Anhangabaú. (Foto Danilo Verpa/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com o impacto da pandemia no mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril. Assim, permanece no nível recorde da série histórica no país, iniciada em 2012. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta quarta-feira (30).

Entre fevereiro e abril, o número de desempregados totalizou 14,8 milhões. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) com divulgação mensal.

A taxa de 14,7% havia sido alcançada no primeiro trimestre deste ano. Entre fevereiro e abril do ano passado, período inicial da pandemia, estava em 12,6%.

Pelas estatísticas oficiais, um profissional está desempregado quando não tem ocupação e segue em busca de oportunidades. O levantamento do IBGE considera tanto trabalhadores formais quanto informais.

Na largada de 2021, o aumento de casos de coronavírus provocou novas restrições a atividades econômicas, o que dificultou a operação de empresas e a reação do mercado de trabalho.

Além disso, o auxílio emergencial foi interrompido na virada do ano e retomado apenas em abril, com redução nos valores pagos e no número de beneficiários. Conforme analistas, a paralisação do auxílio pode ter levado mais gente de volta à procura por vagas, pressionando o indicador de desemprego.

Segundo o IBGE, a população desocupada (14,8 milhões de pessoas) cresceu 3,4% (mais 489 mil pessoas) ante o trimestre móvel de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Também subiu 15,2% (mais 1,9 milhão) frente ao período de fevereiro a abril de 2020.

Adriana Beringuy, gerente da pesquisa do IBGE, sinalizou que o mercado de trabalho enfrenta dificuldades que se acentuaram com a chegada da pandemia.

“A gente vai ver ao longo do ano como vai ser a resposta da demanda por trabalho. A oferta está ocorrendo. As pessoas estão ofertando mão de obra. O recrutamento ou não vai depender de fatores que envolvem a economia como um todo. O mercado de trabalho responde a estímulos econômicos, como o consumo das famílias, a possibilidade de acesso a crédito”, salientou a analista.

A população ocupada (85,9 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior (novembro a janeiro). Houve baixa de 3,7% (menos 3,3 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Economistas avaliam que a melhora consistente do mercado de trabalho depende em grande parte da recuperação do setor de serviços, o principal empregador do país. Durante a pandemia, serviços diversos foram prejudicados, incluindo operações de bares, restaurantes e hotéis.

A crise foi intensificada no setor pelo fato de que essas atividades precisam da circulação de clientes. Na visão de especialistas, o avanço da vacinação contra a Covid-19 é peça fundamental para permitir a melhora dos negócios e, posteriormente, a geração de vagas de trabalho.

​Em 2021, não bastasse o desemprego em alta, brasileiros também amargam o avanço da inflação. A combinação de fatores acaba diminuindo o poder de compra das famílias no país.

Nesta quarta-feira, o IBGE informou ainda que a população desalentada (6 milhões de pessoas) ficou estável entre fevereiro e abril, frente ao trimestre móvel anterior. Na comparação com o mesmo período de 2020, cresceu 18,7%. Essa parcela reúne trabalhadores que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não terão vez no mercado de trabalho. ​

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