Mercado fechado

Taxa de desemprego cai a 13,7% no início de setembro, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas
·1 minuto de leitura

Recuo mostrado pela Pnad Covid em relação aos 14,3% da semana anterior é explicado principalmente pela menor disposição de busca por trabalho O número de desempregados recuou na primeira semana de setembro no país, movimento explicado sobretudo pela menor disposição da busca por trabalho, mostram dados da Pnad Covid Semanal, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira. O total de desempregados ficou em 13,044 milhões no país na semana de 30 de agosto a 5 de setembro, baixa de 4,7% na comparação à semana anterior (23 a 29 de agosto). Dessa forma, a taxa de desemprego recuou para 13,7%, abaixo da registrada na semana anterior (14,3%). O número de ocupados cresceu pouco. A população ocupada — empregados, trabalho por conta própria, empregadores, servidores etc. — somava 82,341 milhões de pessoas na primeira semana de setembro, 167 mil a mais em relação à semana anterior. Dados da pesquisa mostram que 17,1 milhões de pessoas gostariam de trabalhar, mas não procuravam oportunidades por causa da pandemia ou por falta de vagas em suas localidades. Esse grupo somava 16,8 milhões na semana anterior. Essa desistência tirou pessoas da fila de emprego. A população afastada temporariamente do trabalho somava 3,4 milhões de pessoas, o correspondente a 4,2% do total ocupado. Esse contingente ficou estatisticamente estável frente à semana anterior, quando 3,6 milhões estavam afastados temporariamente. Pela metodologia do IBGE, que segue recomendações internacionais, só é considerado desempregado quem adota medidas efetivas para conseguir emprego, como enviar currículos, cadastrar-se em sites, ligar para agências de emprego, por exemplo. ABr