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Taxa de desemprego atinge recorde de 14% em setembro, diz IBGE

THAIS CARRANÇA
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 -  Fila em feirão do emprego montado do vale do Anhangabaú, em SP. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.03.2019 - Fila em feirão do emprego montado do vale do Anhangabaú, em SP. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO SP (FOLHAPRESS) - A taxa de desemprego subiu de 13,6% em agosto para 14,0% em setembro, a maior da série histórica da Pnad Covid, pesquisa criada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para mensurar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e a saúde dos brasileiros.

A população desocupada era de 10,1 milhões em maio, passou para 12,9 milhões em agosto e chegou a 13,5 milhões em setembro. Trata-se também do recorde da série, com aumento de 4,3% no mês e de 33,1% desde o início da pesquisa.

"Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações, quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho", afirma Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa.

A Pnad Covid tem metodologia distinta da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, pesquisa que mede a taxa oficial de desemprego do país e por isso os dados não são comparáveis. Mas a pesquisa tem sido acompanhada de perto pelo especialistas por ser divulgada com maior frequência do que a Pnad Contínua.

Em sua divulgação mais recente, a Pnad Contínua apontou para uma taxa de desemprego de 13,8% no trimestre encerrado em julho, com 13,1 milhões de desocupados.