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Tau-Herculídeas: veja fotos da tão aguardada tempestade de meteoros

A chuva de meteoros Tau-Herculídeas trouxe à nossa atmosfera pedacinhos de rocha espacial, que brilharam no céu noturno durante o início da madrugada desta terça-feira (31). Formada por detritos do cometa 73P/Schwassmann-Wachmann 3 (ou apenas “SW 3”, se preferir), os meteoros do fenômeno foram melhor observados no céu do hemisfério norte, mas também apareceram para observadores do hemisfério sul — inclusive no Brasil!

Após estimativas apontarem a possibilidade de esta ser uma verdadeira “tempestade” de meteoros, com potencial de até 100 mil deles por hora, a expectativa para o fenômeno era grande. “De certa maneira, as previsões se confirmaram: a estimativa foi obtida a partir de leituras de artigos científicos publicados pelos poucos astrônomos que estudaram estes meteoroides Tau-Herculídeas”, disse o Prof. Dr. Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório Didático de Astronomia Lionel José Andriatto, da Universidade Estadual Paulista.

Cometa SW 3, o "pai" da chuva Tau-Herculídeas (Imagem: Reprodução/NASA)
Cometa SW 3, o "pai" da chuva Tau-Herculídeas (Imagem: Reprodução/NASA)

No fim, a chuva rendeu uma quantidade de meteoros que pode ter decepcionado alguns observadores — mas não os astrônomos. “As taxas de meteoros desta chuva Tau-Herculídeas, registradas pelas estações de patrulhamento de meteoros da Rede Brasileira de Observação de Meteoros [BRAMON] foram bem altas, embora vários registros não tenham sido feitos devido ao céu encoberto por nuvens ou por estar chovendo”, explicou ele, ao Canaltech. Até o momento, cálculos prévios dos especialistas da rede apontam uma taxa de mais de 3 mil meteoros por hora, em média, em alguns instantes do fenômeno.

Vale lembrar que a diferença entre a quantidade dos meteoros observada e prevista é parte da construção de conhecimento sobre o fenômeno e suas causas, e não significa, necessariamente, que houve erros nos cálculos ou algo do tipo. “Quando os cientistas não conhecem completamente um fenômeno natural, ou quando ainda faltam dados para terem um quadro mais completo de compreensão sobre algo, é muito difícil os estudiosos entrarem em um consenso para fazerem afirmações com muita certeza”, ressaltou o professor.

Por enquanto, ainda não há muitos dados ou informações concretas sobre os meteoroides liberados do cometa, mas isso poderá mudar com as novas observações. "Por isso a importância de se fazerem mais observações destes meteoros coletando dados, tais como: velocidade, direção, sentido, coordenadas, cores, magnitude [brilho], massa, elementos orbitais etc", destacou ele. "Quanto mais dados coletarmos sobre estes meteoros, mais refinados ficam os cálculos e mais certezas teremos sobre eles, permitindo-nos realizar previsões concretas".

De onde vem a chuva de meteoros Tau-Herculídeas

Ao longo de sua órbita ao redor do Sol, a Terra acaba atravessando grandes “nuvens” de fragmentos e poeira, deixados para traś por cometas e asteroides conforme viajam pelo espaço. Estes detritos passam pela atmosfera terrestre a altíssimas velocidades, sendo incinerados pelo atrito com o ar — e não há motivos para preocupação com impactos, já que as chuvas de meteoros costumam ser formadas por fragmentos menores que grãos de areia.

Meteoros da chuva Perseidas (Imagem: Reprodução/Pierre Martin)
Meteoros da chuva Perseidas (Imagem: Reprodução/Pierre Martin)

Já a Tau-Herculídeas é uma chuva formada por fragmentos do cometa SW 3, que foi observado pela primeira vez em 1930. Ele leva 5,4 anos para orbitar o Sol, só que, ao longo de suas viagens ao redor de nosso astro, o cometa se dividiu em várias partes — em 2006, os astrônomos descobriram que ele havia se fragmentado em quase 70 pedaços!

A má notícia é que o radiante da chuva (a direção de onde os meteoros parecem vir, quando observados da Terra) estava mais baixo no horizonte do hemisfério sul, mas isso não impossibilitou a observação do evento por aqui. “Todos os registros dos milhares de meteoros Tau-Herculídeas detectados pelas câmeras das estações da BRAMON serão agora analisados pelos especialistas, e os cálculos serão realizados com cuidado. Certamente, estes registros trarão novos entendimentos sobre esta chuva tão pouco conhecida”, reforçou o prof. Langhi.

As melhores fotos dos meteoros Tau-Herculídeas

Fonte: Canaltech

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