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Tartarugas são achadas mortas em rede de pesca

Marcelo Almeida
·3 minuto de leitura

NITERÓI — Oito tartarugas-verdes (Chelonia mydas) foram encontradas mortas na Praia de Charitas, segunda e quarta-feira passadas. Os animais foram localizados por praticantes de esportes aquáticos que os viram presos a uma rede de pesca de emalhar (que ficam fixas na água) colocada próxima da faixa de areia, o que é proibido pela legislação ambiental.

Segundo os atletas, além dos animais mortos, outros dez ainda estavam vivos e foram libertos. Eles dizem que é comum ver este tipo de rede em Charitas. Se o resgate não fosse feito, o número de tartarugas mortas poderia ser ainda maior.

— Sempre vemos esse tipo de rede por ali, mas nunca tínhamos prestado atenção se tinha alguma tartaruga presa. Dessa vez uma delas nos chamou atenção e encontramos algumas já mortas. Não somos fiscais, não temos como ficar tirando a rede de ninguém do caminho, mas quem sabe nas outras vezes que encontramos a rede ali não tinha mais tartarugas e não nos demos conta? — indaga um esportista que não quis se identificar por temer represálias.

As redes de pesca encontradas pelos banhistas são as chamadas de emalhe. Segundo a orientação do Ministério Público Federal sobre este tipo de rede, ela é permitida apenas com o uso de embarcações, não fincadas na areia.

Inea planeja operação

A Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói recebeu chamados sobre tartarugas encontradas mortas na areia de Charitas. Porém, quando as equipes chegaram ao local os animais estavam mortos.

A fiscalização de crimes ambientais nas águas da Baía de Guanabara compete ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que informou que, em conjunto com a Capitania dos Portos, fiscaliza regularmente a pesca predatória. Apesar disso, os atletas afirmam que nenhuma fiscalização é vista com frequência na orla de Niterói.

O Inea planeja realizar mês que vem uma operação para vistoriar embarcações pesqueiras na Baía de Guanabara. A última grande operação contra a pesca ilegal na baía foi em outubro de 2020 para vistoriar embarcações pesqueiras irregulares. À época, a equipe constatou que as mesmas não estavam em desacordo com a legislação que regula a pesca.

De acordo com a bióloga marinha Suzana Magalhães, do Projeto Aruanã, que trabalha com tartarugas-marinhas nas águas da baía, a espécie é comumente vista na orla de Niterói. Devido à falta de um monitoramento contínuo por parte das autoridades, não é possível dizer com qual frequência essas redes capturam os animais. Contudo, é comum a ocorrência de captura acidental, ou seja, quando a tartaruga não é alvo da pescaria.

— De forma geral, é comum elas serem pegas pelas redes de emalhe. Na verdade, essa é uma das principais ameaças a esses animais — afirma.

A orientação do Projeto Aruanã para quem encontrar e resgatar uma tartaruga, de qualquer espécie, é nunca segurá-la pelas nadadeiras, mas sempre pelo casco, para não deslocar o ombro. Às vezes, o animal pode parecer que está morto, mas pode estar apenas desmaiado. Para verificar, é preciso tocar, com cuidado, nos olhos ou na cloaca da tartaruga, que são partes mais sensíveis e vão se mexer.

Uma coisa que não se pode fazer em uma tartaruga afogada é massagem cardíaca, pois o animal é muito frágil e pode morrer no procedimento. O correto é segurá-la com a cabeça inclinada para baixo para facilitar a saída de águas dos pulmões.

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