Mercado abrirá em 5 h 35 min
  • BOVESPA

    129.264,96
    +859,61 (+0,67%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.315,69
    -3,88 (-0,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,52
    -0,14 (-0,19%)
     
  • OURO

    1.779,80
    -3,10 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    32.625,24
    -232,84 (-0,71%)
     
  • CMC Crypto 200

    782,87
    -67,47 (-7,93%)
     
  • S&P500

    4.224,79
    +58,34 (+1,40%)
     
  • DOW JONES

    33.876,97
    +586,89 (+1,76%)
     
  • FTSE

    7.075,44
    +13,15 (+0,19%)
     
  • HANG SENG

    28.401,10
    -87,90 (-0,31%)
     
  • NIKKEI

    28.884,13
    +873,20 (+3,12%)
     
  • NASDAQ

    14.107,50
    -22,50 (-0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9719
    -0,0034 (-0,06%)
     

Tardígrados e lulas bioluminescentes serão enviados para experimentos na ISS

·2 minuto de leitura

Na próxima semana, a NASA enviará para a Estação Espacial Internacional (ISS) cerca de 5.000 tardígrados (conhecidos como ursos d'água) — aquela minúscula criatura conhecida por sua incrível resistência — e 128 filhotes de lulas bioluminescentes, ou seja, que produzem luz. Os pequenos seres que farão parte de dois estudos na ISS. O lançamento será feito pela SpaceX e está marcado para o próximo dia três de maio, partir das instalações do Kennedy Space Center, na Flórida, às 14h29 (horário de Brasília).

Os tardígrados, também conhecidos como ursos-d'água, embora sejam criaturas minúsculas — medindo cerca de 1 milímetro —, são incrivelmente resistentes às situações das mais adversas. Não é à toa que esses pequenos organismos chamam a atenção dos cientistas, os quais buscam compreender suas propriedades biológicas. Um tardígrado pode sobreviver à radiação extrema, a altas pressões a até mesmo ao próprio vácuo do espaço. Por isso, astronautas a bordo da ISS esperam identificar quais genes específicos são responsáveis por essas incríveis características e, quem sabe, obter pistas sobre o comportamento da saúde humana em futuras missões espaciais de longa duração.

Um tardígrado registrado por microscópio de varredura (Imagem: Reprodução/NPS/Diane Nelson)
Um tardígrado registrado por microscópio de varredura (Imagem: Reprodução/NPS/Diane Nelson)

O professor assistente de biologia molecular, Thomas Boothy, da Universidade de Wyoming, envolvido na pesquisa, explica que uma das capacidades de sobrevivência do tardígrado consiste em secar, congelar e depois ser aquecido em altas temperaturas. “Eles podem sobreviver milhares de vezes mais radiação do que nós e podem durar dias ou semanas, com pouco ou nenhum oxigênio", acrescenta. Vale lembrar que, recentemente, os ursos-dágua foram submetidos a um teste de disparo onde os pesquisadores procuraram avaliar até que ponto esse organismo pode sobreviver a fortes impactos.

Outro estudo, que também será desenvolvido nos próximos meses, envolve uma espécie de lula Bobtail. Medindo cerca de 3 mm, essa criatura possui um órgão especializado para a produção de luz em seu corpo e, dentro dela, existem bactérias bioluminescentes responsáveis por produzir o brilho. Os pesquisadores procuram entender a relação simbiótica desses organismos em condições de microgravidade. "Animais, incluindo humanos, dependem de nossos micróbios para manter um sistema digestivo e imunológico saudável", explica Jamie Foster, microbiologista da Universidade da Flórida e principal investigadora da pesquisa chamada Understanding of Microgravity on Animal-Microbe Interactions ("Entendendo a microgravidade nas interações entre animais e micróbios", na tradução literal).

Filhotes de lula bobtail (Imagem: Reprodução/Jamie Foster/University of Florida)
Filhotes de lula bobtail (Imagem: Reprodução/Jamie Foster/University of Florida)

A lula Bobtail nasce sem a bactéria, mas vai adquirindo ela através do oceano ao seu redor. Da mesma maneira, os pesquisadores só adicionarão as bactérias às lulas depois que chegarem à ISS, pois, assim, eles podem observar as relações simbióticas dessas duas espécies se estabelecendo no espaço. Com isso, a equipe pretende descobrir quais são os genes responsáveis por essa dinâmica e adaptações. Tanto as lulas quanto os tardígrados chegarão à estação orbital em estado de hibernação.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos