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A tapeçaria escultórica cheia de cores e volumes do curitibano Alex Rocca conquista de lojas de decoração a galerias de arte

Lívia Breves
·2 minuto de leitura

Foi há dois anos, em um encontro com uma guru espiritual, que o diretor de arte e cenógrafo curitibano Alex Rocca, de 38 anos, ouviu que deveria fazer outra coisa da vida. Foi para casa e ficou matutando o que poderia ser isso, até que abriu uma pasta de referências e percebeu que havia várias imagens de tapeçarias. “Sempre desenhei muito bem e decidi tentar as tramas. Na mesma semana, comecei a fazer a minha primeira peça usando essa técnica, que levou seis meses para ficar pronta. Aprendi a fazer sozinho, no erro e no acerto. Em dezembro de 2019, fui convidado para participar da Feira na Rosenbaum, em São Paulo, e tudo começou a acontecer”, lembra ele, que hoje está com uma agenda tão cheia de pedidos que não pode aceitar nenhuma encomenda nos próximos três meses.

Inicialmente, Alex fazia peças mais comerciais, em formatos geométricos, mas em pouco tempo entendeu que o seu lance são os trabalhos conceituais, em que desenvolve texturas e volumes usando o bordado com pistola, o tufting. “Primeiro, precisei entender a técnica. Em seguida, a minha verdade”, diz ele. “Quero gerar sensações em quem se conecta com a minha tapeçaria. Trabalho muito os tons, estudo a psicologia das cores. Esculpo a lã e faço uma tapeçaria em 3D. Minhas obras estão longe de serem minimalistas, estão mais para over”, conta.

As inspirações estéticas vão do cinema à natureza, passando pela biomimética e o expressionismo alemão. Além disso, atualmente ele está gostando de criar em grandes dimensões. São peças com franjas, que não seguem linhas retas e que vão de 30cm por 50cm (R$ 1.300) a 2,40m por 1,90m (R$ 16.000). “Essa foi a minha maior obra até agora e demorou quase um mês para ficar pronta. Tenho brincado muito com as formas”, afirma ele.

No Rio, o trabalho de Alex chega à LZ Studio, que recebeu uma leva de peças pequenas e em breve terá uma série exclusiva. Ao mesmo tempo, ele entra em sua primeira galeria de arte, a Aura, em São Paulo. “Estou equilibrando meu trabalho comercial e o conceitual. Mas nos dois lugares eu me permito experimentar”, finaliza.