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Tamanho da pupila pode indicar se alguém tem falta de imaginação visual; entenda

·2 min de leitura

Existe uma condição em que a pessoa tem uma completa falta de imaginação visual, ou seja: é incapaz de visualizar imagens mentalmente. Trata-se da afantasia, que segundo um artigo publicado no último dia 31 na revista científica eLife, pode ser identificada ao medir a dilatação da pupila.

O estudo descreve a descoberta como "a primeira evidência fisiológica de afantasia”, e os autores acreditam que estejam perto de encontrar um teste fisiológico objetivo, como um exame de sangue, para diagnosticar a condição com eficácia.

Atualmente, a afantasia costuma ser diagnosticada após uma série de questões voltadas a incentivar a imaginação visual, o que é subjetivo e depende que o próprio paciente seja capaz de avaliar com precisão as imagens, o que acaba tornando a condição difícil de ser identificada.

No artigo em questão, os pesquisadores mediram a dilatação da pupila em 60 indivíduos enquanto estes observavam formas claras ou escuras em um fundo cinza neutro. Os autores perceberam que as pupilas ficaram maiores quando as formas escuras foram apresentadas, e menores quando os participantes olhavam para formas claras.

Na segunda etapa do experimento, os participantes foram orientados a imaginar as formas que acabavam de ver e descrever essa lembrança. Aqueles que relataram memórias mais vívidas tiveram uma resposta pupilar mais forte, segundo os autores.

Tamanho da pupila pode indicar se alguém tem afantasia, a falta de imaginação visual (Imagem: Wirestock/Freepik)
Tamanho da pupila pode indicar se alguém tem afantasia, a falta de imaginação visual (Imagem: Wirestock/Freepik)

“Nossas pupilas ficam maiores quando estamos fazendo uma tarefa mais difícil. Imaginar quatro objetos simultaneamente é mais difícil do que imaginar apenas um. As pupilas das pessoas com afantasia dilataram quando imaginaram quatro formas em comparação com uma, mas não mudaram com base no fato de as formas serem claras ou escuras”, explicam os cientistas por trás do estudo.

A estimativa envolve a capacidade de explorar diferenças nos mecanismos cerebrais em grande escala em pesquisas futuras, com um teste ampliado para ser executado online por milhões de pessoas. “Essas descobertas destacam ainda mais a ampla variabilidade da mente humana que muitas vezes pode permanecer oculta", conclui o artigo.

Além da falta de imaginação visual, o olho humano também pode indicar o risco de morte precoce. Neste caso, em vez da pupila, um estudo anterior analisou a retina de alguns indivíduos, por ser altamente sensível aos danos do envelhecimento, e como esse tecido hospeda vasos sanguíneos e nervos, fornecendo então informações importantes sobre a saúde vascular e cerebral de um indivíduo.

Fonte: Canaltech

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