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Talibã proíbe homens de fazerem a barba em província do Afeganistão

·2 minuto de leitura

O Talibã proibiu cabeleireiros da província de Helmand, no Afeganistão, de raspar ou aparar barbas. O grupo fundamentalista alega que o hábito viola a sharia, a lei islâmica. O anúncio foi feito com um aviso levado aos estabelecimentos locais neste domingo, mas profissionais de outras cidades, como Cabul, dizem que também já receberam ordens semelhantes.

"Informo que a partir de hoje fazer a barba e tocar música em barbearias e banheiros públicos está estritamente proibido. Se forem descobertos, serão tratados de acordo com os princípios da Sharia e não terão o direito de fazer reclamações", dizia a comunicado, segundo informou a emissora CNN.

A decisão reforça que o Talibã deve seguir medidas da linha dura islâmica de acordo com seu governo anterior (1996-2001), ao contrário do que chegou a ser anunciado logo após a tomada de poder no mês passado.

O mulá Nooruddin Turabi já reforçou o posicionamento em anúncio recente, quando informou que o grupo iria retomar amputações e execuções para deter criminosos. No sábado, integrantes do Talibã mataram quatro supostos sequestradores na cidade de Herat e penduraram seus corpos em público.

— Os combatentes continuam vindo até aqui e nos mandam parar de aparar barbas. Um deles me disse que podem enviar inspetores disfarçados para nos pegar — desabafou em entrevista à BBC um barbeiro que trabalha em Cabul.

O dono de uma das maiores redes de salões da capital teme não conseguir manter a renda. Ele conta que recebeu um telefonema de alguém que afirma ser um funcionário do governo e foi instruído a "parar de seguir os estilos americanos e não raspar ou aparar a barba de ninguém".

Sob condição de anonimato, outros profissionais também revelaram que pensam em desistir do trabalho.

— Por muitos anos, meu salão foi um lugar para os jovens se barbearem conforme desejassem e ficarem na moda. Não adianta continuar com esse negócio — lamentou à BBC.

— Salões de beleza e barbeiros estão se tornando negócios proibidos. Este foi o meu trabalho por 15 anos e não acho que posso continuar — afirmou mais um barbeiro.

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