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Taiwan e Coreia do Sul dependem cada vez mais de ciclo dos chips

Sam Kim
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Taiwan e Coreia do Sul, dois dos maiores fabricantes mundiais de semicondutores, mostram os primeiros sintomas da chamada “doença holandesa” à medida que sua dependência dos minúsculos componentes eletrônicos se aprofunda em meio à crise global de chips, segundo um novo relatório.

A doença holandesa se refere a um fenômeno no qual o crescimento explosivo de uma única indústria de exportação mina a competitividade de outros setores da economia, em parte por meio da valorização da moeda. O termo vem dos Países Baixos, onde houve um processo de desindustrialização após a descoberta do campo de gás Groningen, em 1959.

“Vemos os primeiros sinais da doença holandesa à medida que a sorte política e econômica da Coreia e de Taiwan está cada vez mais ligada ao ciclo do componente eletrônico”, escreveu o economista Rory Green, da TS Lombard, no relatório. “O preço dos chips se tornará um importante fator dos superávits em conta corrente e pode ajudar a criar ‘moedas de silício’ semelhantes às petromoedas da Opep.”

A dependência dos chips é mais evidente do que nunca na Coreia do Sul. Os chips foram o maior item de exportação do país no ano passado e ajudaram a proteger a economia durante a pandemia de Covid, quando registrou uma das menores quedas do PIB do mundo. A participação dos semicondutores nas exportações de tecnologia da Coreia do Sul aumentou de aproximadamente 30% na virada do milênio para cerca da metade nos últimos anos, de acordo com estimativas da Associação de Comércio Internacional da Coreia.

Em Taiwan, as vendas de componentes eletrônicos foram responsáveis ​​por 75% do crescimento das exportações, em média, nos últimos sete anos, enquanto corresponderam a quase 150% do superávit em conta corrente do país no ano passado, segundo o relatório da TS Lombard. O governo até começou a limitar o abastecimento de água para residências para ajudar a indústria de chips a sobreviver às secas.

Samsung Electronics e Taiwan Semiconductor Manufacturing Company Co. são os maiores fabricantes de chips na Coreia do Sul e em Taiwan, respectivamente.

À medida que a economia mundial se recupera da pandemia, a escassez de chips destacou a dependência desses dois países, o que estimulou o governo Biden a deslocar mais recursos para a reconstrução de unidades de produção de semicondutores nos EUA.

A crise deve durar vários trimestres, e a demanda global por semicondutores vai favorecer as moedas taiwanesa e sul-coreana, disse Green. Mas o aumento dos gastos planejados pelos principais fabricantes de chips também pode significar que o pico da primeira onda do ciclo de chips está próximo, disse.

“Taiwan e Coreia são os claros vencedores e continuarão lucrando com a demanda externa muito forte e maior poder geoeconômico”, afirmou. “Com a mudança estrutural na demanda de semicondutores em andamento, as duas economias devem se tornar ainda mais exportadoras de tecnologia altamente especializadas.”

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©2021 Bloomberg L.P.