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Tabata Amaral diz se sentir "traída como eleitora" sobre Ciro e PDT


Deputada Tabata Amaral (PDT-SP) em entrevista ao programa "Poder em Foco", do SBT. Foto: Sergio Lima/Poder 360

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em meio a críticas por ter votado a favor da reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, Tabata se considerou traída por Ciro Gomes e por seu partido.

  • “Para mim, não dá para ser oposição por oposição quando tem gente passando fome", definiu.

Em meio a críticas por ter votado a favor da reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) se considerou traída por Ciro Gomes e por seu partido em entrevista ao programa "Poder em Foco".

O material será veiculado na emissora neste domingo (1º) e teve parte do conteúdo antecipada pelo portal UOL.

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Tabata foi taxativa: "Me senti traída como eleitora porque eu defendi essa proposta", disse, para completar: "Votei no Ciro Gomes, votei no PDT porque acreditava no que eles diziam, de defender a responsabilidade fiscal junto com a inclusão social. Para mim, não dá para ser oposição por oposição quando tem gente passando fome", definiu.

Na entrevista, a parlamentar ainda comentou sobre o preconceito que sofre no Congresso por ser jovem - tem 26 anos - e mulher. Tabata disse já ter tido sua capacidade intelectual questionada e sido chamada "de burra, de débil mental".

"Já disseram que eu não tinha capacidade de escrever um relatório. Então é diariamente as pessoas te questionando, aí comentam a cor do seu batom, que não tem nada a ver com o que você está votando, comentam da roupa. Chega uma hora que você tem de concentrar e trabalhar, sabe?", disse.

Tabata falou também sobre o fato de que os partidos, em sua maioria, segundo ela, não querem ter mais mulheres na política. A parlamentar considera que isso se traduz nas barreiras impostas para que elas cheguem ao Congresso. Sobre cotas femininas, Tabata defendeu que seria melhor se houvesse uma cota para o Parlamento, e não para os partidos, como é hoje.

"Mas a gente só abre mão [do sistema atual] se for por uma coisa melhor para as mulheres", enfatizou. Entretanto, disse não acreditar que uma mudança nesse sentido possa prosperar no Congresso, ao menos no atual cenário.