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Títulos sociais ganham força em países afetados por Covid-19

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Uma nova arma é cada vez mais usada na batalha contra o impacto econômico da Covid-19: vendas de dívidas destinadas a aliviar problemas sociais.

Governos e empresas em mercados emergentes venderam mais de US$ 15,9 bilhões dos chamados títulos sociais no acumulado do ano, a caminho de superar o total de 2020, segundo dados compilados pela Bloomberg até 16 de julho. Esses títulos, com recursos destinados especificamente para projetos que atendem a necessidades como saúde, fome e educação, já atraíram novos investimentos para o Chile e Equador e, em breve, chegarão a Gana.

Nenhuma país saiu ileso dos efeitos colaterais sociais da pandemia, que destruiu empregos, aumentou a pobreza e agravou a desigualdade ao redor do mundo. Esses problemas pioraram com a vacinação desigual, pois o ritmo de imunização em países de maior renda é 30 vezes mais rápido do que em nações de renda mais baixa. Esse é o desafio e a oportunidade apresentados pela dívida social. Os títulos já começam a roubar a cena dos títulos verdes e ajudaram o mercado ESG - sigla em inglês para padrões ambientais, sociais e de governança - a ultrapassar US$ 3 trilhões diante da maior demanda por investimentos responsáveis.

“Vemos claramente um foco crescente pós-pandemia na geração de empregos e no acesso à saúde, os quais seriam atividades que poderiam ser agrupadas como receitas dentro de um título social”, disse Rahul Ghosh, diretor-gerente de ESG Outreach e pesquisa da Moody’s ESG Solutions.

É fácil ver por que os líderes de países em desenvolvimento estão atentos. O coronavírus abalou as economias e destacou a demanda por programas sociais, o que também provocou protestos. Embora eventos idiossincráticos normalmente gerem manifestações, a maior desigualdade, a insegurança alimentar e os direitos sociais agravam o problema, como visto recentemente em países como África do Sul, Cuba e Colômbia. A dívida social oferece uma solução possível, fornecendo fundos que podem ser usados para resolver problemas semelhantes agora e no futuro.

Esse tipo de dívida saltou no radar dos investidores quando a União Europeia superou um recorde no volume do livro de ordens para a venda de seu primeiro título social no ano passado. Desde então, o bloco se tornou o maior emissor do mundo. Nos mercados emergentes, a maior parte das emissões de títulos sociais do ano foi liderada pelo governo chileno, segundo dados compilados pela Bloomberg. Outros emissores podem estrear nesse mercado.

Benin tornou-se a primeira nação africana a vender um título social nos mercados internacionais na sexta-feira, levantando recursos que serão usados para ampliar o acesso à água potável no país de 12 milhões de habitantes. A forte demanda pela emissão de 500 milhões de euros (US$ 591 milhões) - as ordens foram mais que o dobro do ofertado - deve encorajar outros a entrarem no mercado.

Gana já planeja vender títulos sociais para refinanciar dívidas usadas na ampliação do ensino médio gratuito. Outros no continente poderiam seguir o exemplo: África do Sul e Quênia avaliam a emissão sustentável de dívidas.

“Os soberanos buscam emitir mais títulos sociais na esteira da pandemia de Covid-19”, disseram estrategistas do Morgan Stanley como Jaiparan Khurana em relatório no no mês passado. A outra opção que ganha força são os “títulos sustentáveis, que incorporam uma combinação de projetos verdes e sociais”.

Sem dúvida, levará tempo para o desenvolvimento da infraestrutura necessária às emissões de títulos ESG, o que dificulta o rápido acesso de países na onda. Brasil e Indonésia estão entre as nações que mostraram interesse em atrair uma base mais ampla de investidores por meio de mandatos ESG. O governo indonésio, por exemplo, emitiu dívida verde e agora estuda títulos atrelados a objetivos de desenvolvimento sustentável.

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©2021 Bloomberg L.P.

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