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Títulos chineses surgem como novo porto seguro em turbulência

Tian Chen, Livia Yap e Ye Xie
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Um novo rival para os títulos do Tesouro dos EUA surgiu na esteira da onda de vendas de dívida do mês passado.

Os títulos do governo chinês desafiaram a turbulência que sacudiu mercados de renda fixa da Austrália à Europa, oferecendo um porto seguro na tempestade global da reflação. JPMorgan Asset Management e Brandywine Global Investment Management estão entre as gestoras que agora veem nos títulos chineses a resiliência que deu à dívida do governo dos EUA status de ativo mais seguro do mundo em tempos de crise.

O rendimento de 10 anos dos títulos chineses tem se mantido em uma estreita faixa de oito pontos-base no último mês, mesmo com as fortes oscilações no mercado global de títulos. Embora isso não torne os títulos chineses automaticamente o baluarte de referência contra a volatilidade, ajuda a explicar por que um mercado antes fechado para a maioria dos investidores internacionais está emergindo como um amortecedor de choques nas turbulentas negociações durante a pandemia.

“Às vezes, quando vemos volatilidade nos mercados desenvolvidos como agora, é um bom lugar para deixar seu dinheiro”, disse Arjun Vij, que coadministra o Global Bond Fund de US$ 1,6 bilhão da JPMorgan Asset Management. “Os títulos do governo da China são um ativo tão bom quanto os títulos do Tesouro dos EUA quando se olha para as correlações de longo prazo em relação às ações globais.”

Considerar a dívida chinesa como uma classe de ativos viável para trilhões de dólares em economias é algo polêmico, dadas as questões de liquidez e acessibilidade, bem como o risco cambial. Mas, com o a dívida chinesa está apenas distantemente correlacionada com outros mercados de títulos, pode ser um hedge eficaz, especialmente quando o resto dos maiores mercados de títulos mundiais caem em conjunto.

Como um sinal de quão isolado é o mercado chinês, a correlação entre um indicador da dívida da China e um agregado global mais amplo do Bloomberg Barclays se manteve perto de zero durante a onda vendedora de duas semanas atrás. A relação agora é de apenas 0,2, onde uma leitura de 1 indicaria que os dois se movem lado a lado e zero significa que não há correlação alguma.

Isso segue um padrão semelhante durante a turbulência causada pela pandemia em março passado, quando o mercado estava extremamente estável, desafiando a tempestade vista nos Treasuries. Na sexta-feira, o rendimento dos títulos de 10 anos dos EUA chegou a subir para 1,61%, aproximando-se do nível mais alto em mais de um ano.

Hedge alternativo

Estar investido em dívida chinesa é uma proposta atraente para gestores em busca de novos hedges para contrabalançar posições mais arriscadas, um alicerce da onipresente carteira com 60% em ações e 40% em títulos. Também coincide com investidores que começam a colocar sérias questões sobre o aumento dos rendimentos no mercado de Treasuries em meio à recente volatilidade.

“O papel dos Treasuries como porto seguro não existe mais”, disse Tracy Chen, gestora da Brandywine Global, com sede em Filadélfia, que comprou dívida chinesa pela primeira vez no ano passado. “Há uma possibilidade cada vez maior de usar títulos da China como alternativa.”

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