Mercado fechará em 4 h 19 min
  • BOVESPA

    116.873,89
    +739,43 (+0,64%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.661,10
    +231,35 (+0,51%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,60
    +2,97 (+3,55%)
     
  • OURO

    1.734,90
    +32,90 (+1,93%)
     
  • BTC-USD

    20.085,52
    +692,30 (+3,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    455,79
    +10,36 (+2,33%)
     
  • S&P500

    3.783,38
    +104,95 (+2,85%)
     
  • DOW JONES

    30.247,13
    +756,24 (+2,56%)
     
  • FTSE

    7.085,45
    +176,69 (+2,56%)
     
  • HANG SENG

    17.079,51
    -143,32 (-0,83%)
     
  • NIKKEI

    26.992,21
    +776,42 (+2,96%)
     
  • NASDAQ

    11.656,25
    +370,50 (+3,28%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1329
    +0,0590 (+1,16%)
     

Título mexicano parece barato com yield perto do nível do Brasil

(Bloomberg) -- Os títulos em dólar do México parecem atraentes depois que um surto de volatilidade na dívida de mercados emergentes enviou seus rendimentos para níveis semelhantes aos do Brasil, classificados como junk.

O spread entre os títulos em dólar de referência de 10 anos do Mexico e Brasil caiu para cerca de 13 pontos base, o menor em dois anos e mais de 140 pontos base abaixo dos níveis observados no início do ano, segundo dados da Bloomberg baseados em papeis mais líquidos.

A convergência nos rendimentos dos títulos dos titãs latino-americanos reflete os vínculos mais altos do México com os rendimentos dos treasuries dos EUA, que subiram no mês passado, e uma economia que continua a fraquejar em meio à inflação mais rápida, escassez na cadeia de suprimentos e desaceleração da economia dos EUA, dizem os analistas. A atividade do Brasil, entretanto, superou as expectativas no segundo trimestre, levando os bancos a aumentaren suas previsões de crescimento.

“O México não está em um caminho claro de recuperação”, disse Joaquin Almeyra, operador de renda fixa da Bulltick LLC em Miami. “A economia não parece tão forte e se virmos uma economia dos EUA desacelerando mais, o México continuará sofrendo mais.”

Ainda assim, a diferença nos fundamentos de ambas as economias pode não ser suficiente para justificar um spread tão estreito entre seus títulos em dólar. É por isso que alguns investidores estão procurando comprar títulos mexicanos nos níveis atuais.

“Isso não é normal”, disse Guillaume Tresca, estrategista sênior de mercados emergentes da Generali Investments em Paris. “É uma das razões pelas quais gostamos do México. É barato em relação às suas classificações. A dívida do Brasil é mais problemática no longo prazo, mas está bem precificada.”

Tresca diz que o ambiente inflacionário elevado do Brasil ajudou a limitar a relação dívida/PIB, mas é necessária uma reforma tributária, bem como um maior potencial de crescimento. Além disso, os investidores estão ansiosos para ver o que acontecerá com o teto de gastos após as eleições, já que os dois candidatos favoritos devem descartar a regra que limita o crescimento dos gastos públicos à taxa de inflação do ano anterior, que tem sido a principal âncora fiscal do Brasil.

Jaime Valdivia, economista-chefe da Galapagos Capital em Miami, disse que as perspectivas para a política monetária também estão pesando sobre os títulos. Enquanto o Brasil está perto de encerrar seu ciclo de aperto, reduzindo as taxas de longo prazo, o México ainda tem alguns caminhos a percorrer com aumentos de taxas e a inflação não parece estar caindo. É por isso que há um prêmio a longo prazo, disse ele.

“Prefiro mudar de Brasil para México ou vender a descoberto o Brasil e comprar o México apostando que o spread convergirá para a média histórica”, disse Carlos Legaspy, CEO da Insight Securities “A transição de mercados ilíquidos em agosto para um ambiente mais norma , com os participantes voltando de férias, cria essas distorções.”

More stories like this are available on bloomberg.com

©2022 Bloomberg L.P.