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Técnico de enfermagem pede ajuda para conseguir fazer transplante de medula

Geraldo Ribeiro
·3 minuto de leitura
Luiz André conta com a solidariedade
Luiz André conta com a solidariedade

O técnico de enfermagem Luiz André Morgado Pellerano, de 50 anos, que já colaborou na recuperação da saúde de muitas pessoas, está pedindo ajuda. Mas, agora é para ele mesmo. Além de ter uma doença rara chamada de "Síndrome de Poems", que está fazendo com que ele perca os movimentos da pernas e temha dores permanentes por 24 horas, André luta também contra tumores no fígado. A chance de cura está num transplante de medula óssea, ainda sem data para ocorrer.

Para fazer o procedimento, ele precisou se mudar para Natal, no Rio Grande do Norte, onde mora a filha. Em busca de apoio para se manter na cidade está contando com a solidariedade de amigos, que têm feito rifas para ajudá-lo, com vaquinhas virtuais e doações em dinheiro.

— O transplante é feito em três etapas. A primeira é composta por quatro sessões de quimioterapia e 18 injeções para estimular a medula e já foi concluída. Dia 6 foi feita a coleta da medula (do próprio paciente). A internação para fazer o procedimento estava previsto para ocorrer dez dias depois, mas depende de uma medicação que está em falta no Brasil e precisa ser importada da Argentina ou da Índia —afirmou Luiz André, que disse não ter sido informado sobre o nome do medicamento que está em falta e que seria fundamental na sua recuperação, segundo os médicos.

Ao viajar para Natal, o técnico de enfermagem que mora em Neves, São Gonçalo, esperava permanecer na cidade apenas três meses, tempo necessário para fazer o transplante e passar pelo período de recuperação, antes de voltar para o Rio. Para ajudá-lo, a filha Rafaela Rosa Pellerano, de 23 aos, conseguiu arrecadar R$ 5.300 por meio de doações e criou uma vaquinha virtual para chegar aos R$ 8,5 mil para cobririam as despesas do pai com aluguel, alimentação e medicamentos durante esse período. Agora, com a falta de previsão para fazer o procedimento ele volta, o técnico de enfermagem acredita que o montante não será suficiente.

— Pelo que os médicos dizem foi ter que permanecer aqui entre cinco a seis meses. O custo mensal de minha permanência em Natal é de R$ 2.500. Só com medicamentos e exames, é uma média de R$ 1 mil por mês. Ainda tem os gastos com alimentação e transporte — enumera.

Luiz André recebe cerca de R$ 2 mil de auxílio doença do INSS, que são consumidos com a manutenção da casa de São Gonçalo, onde vivem a esposa e outra filha. Ele contou que aguardava há mais de um ano pelo transplante e optou por fazê-lo em Natal, por que lá havia chance de realizar o procedimento com mais rapidez.

A história de Luiz André sensibilizou a enfermeira Cristina de Lima Costa Silva, de 50 anos, que o conheceu na faculdade de enfermagem, há dois anos. Ela contou que o amigo havia abandonado o curso, mas os colegas só souberam recentemente que havia sido por conta da doença. Para ajudá-lo ela tem feito diversas rifas de perfume, bolo e tudo mais o que consegue. Todo dinheiro arrecadado é encaminhado para o técnico de enfermagem, em Natal.

—Luiz André é uma pessoa maravilhosa, que estava sempre tentando ajudar as pessoas. Um grande amigo. Quando ele sumiu da faculdade todos ficamos preocupados, porque era um dos alunos mais brilhantes —descreveu a amiga.

Até ser diagnosticado com a "Síndrome de Poems", Luiz André trabalhou na Fundação para a Infância e Adolescência (Fia-RJ), no Hospital São José dos Lírios, e na Rede Adventista Silvestre Saúde. Para ajudar Luiz André, basta acessar o site da vaquinha ( https://www.vakinha.com.br/) e digitar na área de busca o ID 1182440. Quem preferir pode fazer depósito de qualquer quantia em seu nome de André Luiz Morgado Pellerano no Banco Itaú, agência 6078, Conta Corrente 65865-2.