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Técnica utilizada em Avatar pode ajudar a detectar doenças no futuro

Os trajes de captura de movimento usados pelo elenco da franquia Avatar se tornaram alvo de pesquisas, para ajudar a detectar doenças que prejudicam a movimentação. Através da técnica, que usa inteligência artificial para analisar o corpo, especialistas mediram a gravidade de dois distúrbios genéticos duas vezes mais rápido do que o normal.

Os cientistas envolvidos testaram a tecnologia em pacientes com ataxia de Friedreich (uma doença hereditária rara, neurodegenerativa, debilitante e paralisante, irreversível) e Distrofia Muscular de Duchenne (caracterizada pela fraqueza muscular progressiva), mas garantem que pode ser usada para monitorar pacientes em recuperação de outras doenças que afetam o movimento.

As possibilidades contemplam qualquer condição envolvendo o cérebro e sistema nervoso, coração, pulmões, músculos, ossos e uma série de distúrbios psiquiátricos. Para rastrear a gravidade e a provável progressão dessas doenças, os cientistas medem a velocidade e a precisão com que os pacientes realizam um conjunto de movimentos padronizados.

Segundo os próprios autores do artigo, a abordagem detecta movimentos sutis que os humanos não conseguem captar, e a estimativa é que tenha a capacidade de melhorar o diagnóstico e o monitoramento dos pacientes, no futuro.

Técnica utilizada em Avatar pode ajudar a detectar doenças no futuro (Imagem: Divulgação/Walt Disney)
Técnica utilizada em Avatar pode ajudar a detectar doenças no futuro (Imagem: Divulgação/Walt Disney)

Através dos experimentos, os pesquisadores descobriram que a IA poderia prever o agravamento da ataxia de Friedreich ao longo de doze meses, metade do tempo que normalmente levaria um especialista. A ideia é que o sistema possa ser usado para acelerar e reduzir o custo de ensaios clínicos para testar novos medicamentos.

Outra projeção dos especialistas é que a pesquisa pode atrair a indústria farmacêutica para investir em doenças raras. "Os principais beneficiário de nossa pesquisa serão os pacientes, porque a tecnologia será capaz de criar novos tratamentos muito mais rapidamente", concluem os envolvidos.

Fonte: Canaltech

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