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Syngenta registra lucro líquido de US$ 1,45 bilhão em 2019; alta é de 0,2%

Isadora Duarte

A Syngenta, produtora suíça de sementes e agroquímicos, obteve lucro líquido de US$ 1,450 bilhão no acumulado de 2019, leve avanço de 0,20% em comparação com US$ 1,447 bilhão obtidos no ano anterior, informou a companhia nesta sexta-feira. Já o lucro líquido ajustado cresceu 3% de US$ 1,38 bilhão para US$ 1,43 bilhão.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em US$ 2,92 bilhões no período, alta de 9,4% ante 2018.

As vendas da companhia ficaram praticamente estáveis na comparação anual, com variação positiva de 0,09%, para US$ 13,58 bilhões. As vendas de defensivos avançaram 1,2% na mesma comparação, para US$ 10,58 bilhões. Já as vendas de sementes foram 4% menores em igual intervalo, totalizando US$ 3,08 bilhões no acumulado de 2019.

Na América do Norte, as vendas da companhia diminuíram 3% no segmento de defensivos, para US$ 2,53 bilhões, e 21% em sementes, para US$ 738 milhões. Na América Latina, houve forte crescimento de 16% nas vendas de defensivos, para US$ 3,45 bilhões e avançaram 1% em sementes para US$ 741 milhões.

A empresa explicou que o desempenho do período foi afetado, em parte, pelas condições climáticas extremas, mas que conseguiu ajustar rapidamente a oferta de produtos às necessidades imediatas dos agricultores.

"Estamos muito satisfeitos com o desempenho da Syngenta, diante de grandes desafios em 2019, incluindo inundações históricas nos Estados Unidos, seca na Austrália e ventos contrários", comentou o CEO da companhia, Erik Fyrwald.

O resultado da Syngenta veio em linha com o observado no segmento de insumos agrícolas. As empresas desse setor, especialmente as de fertilizantes, sementes e defensivos, enfrentaram dificuldades em ampliar a receita de vendas em todo o mundo no ano que passou, em virtude do menor investimento dos produtores em tecnologia para as safras como consequência do cenário climático adverso.

A Syngenta foi comprada em 2017 pela estatal chinesa ChemChina. No início deste ano, as estatais Chemchina e Sinochem, anunciaram que vão consolidar seus negócios agrícolas em nova holding, o Grupo Syngenta.