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‘Sweet Tooth’: uma aventura cheia de ternura em mundo desolado

·3 minuto de leitura
‘Sweet Tooth’: uma aventura cheia de ternura em mundo desolado
‘Sweet Tooth’: uma aventura cheia de ternura em mundo desolado

Mais uma HQ transposta para as telas, ‘Sweet Tooth’, com a primeira temporada já disponível na Netflix, é um exemplo de que fidelidade ao material original nem sempre é indispensável. Com diferenças significativas em relação aos quadrinhos da DC Comics, a série reserva agradáveis surpresas a quem já conhece a história. E, mais importante, tem potencial para cativar um grande público que entrará em contato pela primeira vez com os personagens da trama.

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Em resumo, a HQ, escrita e desenhada pelo canadense do canadense Jeff Lemire, acompanha a saga de Gus, um garoto tentando sobreviver em um mundo sem regras após parte da humanidade ter morrido por conta de uma pandemia. Ao mesmo tempo que o surto levou incontáveis humanos à morte, outra coisa estranha ocorreu: os bebês nascidos durante essa catástrofe tinha características de outros animais.

Ora tratados como responsáveis pelo surto, ora vistos como seres evoluídos para este novo mundo, esses híbridos são alvo de caçadores e de cientistas inescrupulosos. E, bem, Gus é uma dessas crianças, mais especificamente um garoto-cervo. Essas linhas gerais da HQ estão presentes na série, produzida pela casal Robert Downey Jr. e Susan Downey.

Após passar os primeiros anos da vida isolado em uma cabana na floresta ao lado do pai (Will Forte), Gus (Christian Convery) deixa o local e parte em jornada por um mundo que lhe parece novo. Mesmo sendo um cenário devastado, com milícias violentas à solta, Gus parece enxergar tudo com certo deslumbramento e otimismo.

Nonso Anozie como Tommy Jepperd em 'Sweet Tooth'. Imagem: Kirsty Griffin/Netflix
Nonso Anozie como Tommy Jepperd em ‘Sweet Tooth’. Imagem: Kirsty Griffin/Netflix

Nesse caminho, Gus tem a companhia de Tommy Jepperd (Nonso Anozie), um durão, mas afável, ex-jogador de futebol americano que vira uma espécie de protetor da criança. Aqui temos aquela já manjada dinâmica de pai e filho que surge ao acaso, mas não é um demérito. A dupla funciona muito bem e o afeto entre os dois é bem desenvolvido no decorrer dos episódios. É uma relação crível.

Sobretudo no primeiro episódio, o mais ensolarado e colorido da temporada, temos a sensação de embarcar em uma espécie de fábula distópica. Embora fábulas geralmente tenham animais com características humanas, a presença dos híbridos acaba reforçando esse lado mais fantástico da trama. Pois, sim, o contexto de pandemia, com cenas em ambientes hospitalares abarrotados e vislumbres do pânico da população nos remetem, inevitavelmente, ao mundo atual.

Porém, mesmo nesses paralelos com as nossas vidas pós-Covid-19, ‘Sweet Tooth’ não deixa de trazer esperança e doçura, graças ao modo como Gus enxerga as coisas e também à uma certa amenização em relação à HQ. Bem menos violenta e pessimista, a série não traz a sensação recorrente de desconforto presente nos quadrinhos.

As diferenças, tanto no desenvolvimento da história quando na caracterização dos personagens, não fazem da produção da Netflix uma adaptação ruim. Pelo contrário, é perceptível o respeito à obra original, que jamais parece descaracterizada na tela.

A série também oferece um tempo considerável para o desenvolvimento de personagens secundários que têm pouco espaço nos quadrinhos ou que sequer existem na trama original. São adições interessantes e trazem mais substância para a trama.

O saldo final dessa primeira leva de episódios é positivo. Por vezes há a sensação de que algumas situações poderiam ter desfechos mais dramáticos e que o roteiro busca amenizar em prol de uma narrativa mais leve. Não chega a incomodar, no entanto, dado o clima fantástico. E dado o desfecho do oitavo episódio, resta torcer para que a segunda não tarde a chegar.

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