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Swap de crédito do Brasil supera pares da região na turbulência

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O Brasil, classificado abaixo do grau de investimento, emergiu como um oásis de estabilidade em meio ao aumento nos yields dos EUA que afeta os ativos de risco.

O prêmio de risco do país, medido por swaps de calote de dívida de cinco anos, foi pouco alterado no mês passado, mesmo quando a liquidação dos títulos americanos voltou a se intensificar e aumentou os custos de dívida no mundo todo.

Nenhum dos principais pares regionais do Brasil saiu ileso, com aumento de pelo menos 0,2 ponto percentual nos chamados credit default swaps do Chile, Colômbia, México e Peru, apesar de suas melhores classificações de crédito.

Esse é apenas mais um canto do mercado onde o Brasil se destaca esse ano. As ações e a moeda do país têm os melhores desempenhos do mundo, impulsionadas pelo aumento dos preços das commodities, altas taxas de juros e uma visão predominante de que os ativos locais do país estão baratos após anos de desempenho inferior.

Altas reservas internacionais e uma quantidade relativamente baixa de obrigações em dólar são mais uma razão para os investidores em títulos manterem a dívida do país.

“Os títulos externos do Brasil representam um baixo percentual do total da dívida e tendo uma forte posição de reservas internacionais e demonstrada disposição a pagar, o risco de default é baixo”, disse William Snead, estrategista do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria em Nova York.

Embora os spreads de CDS do Brasil sejam mais altos do que para a maioria de seus principais pares devido à sua classificação de crédito mais baixa, de BB- pela S&P e Fitch, a estabilidade deste ano é um sinal de que os investidores não esperam que o país se torne mais arriscado, apesar de condições financeiras globais mais desafiadoras impostas pelo aperto monetário dos EUA.

O CDS de cinco anos do país subiu apenas 0,06 ponto percentual este ano, em comparação com um aumento de pelo menos 0,20 ponto percentual para China, Índia, México, África do Sul e Turquia.

As contas fiscais e externas do Brasil surpreenderam positivamente os investidores este ano. O governo registrou superávit primário recorde em janeiro e as exportações bateram recorde em março.

Em 8 de abril, o Morgan Stanley recomendou que os investidores vendessem o CDS de cinco anos do Brasil e comprassem o equivalente da Colômbia, pois há espaço para que o prêmio de risco fiscal caia.

“Após gastos do governo excepcionalmente altos em 2020 para mitigar o impacto da pandemia na atividade econômica, o aumento da dívida do governo foi contido”, o analista da Moody’s Samar Maziad escreveu em um comunicado de 12 de abril, quando a empresa afirmou a classificação do Brasil em Ba2. “Forte posição externa e reservas cambiais sustentam o perfil de crédito do Brasil.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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