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Suzano lucra R$182 mi no 2º tri, aprova recompra de ações e eleva meta de investimento

Rolos fabricados pela indústria de papel e celulose

SÃO PAULO (Reuters) - A Suzano teve lucro líquido de 182 milhões de reais no segundo trimestre, forte queda ante o resultado positivo de 10,3 bilhões obtido no mesmo período de 2021, apesar do resultado operacional ter avançado 23% no período.

A companhia também anunciou mais um programa de recompra de ações após ter tido uma "significativa evolução das recompras" de um programa aprovado em maio. Desta vez, a operação envolve até 20 milhões de ações, ou 2,8% do total em circulação, e o prazo será de 18 meses.

Maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, a Suzano também elevou a projeção de investimentos em 2022, dos 13,6 bilhões divulgados no final do ano passado para 16,1 bilhões.

O crescimento na expectativa de dispêndios decorre de compra de ativos florestais por 2 bilhões de reais e antecipação de gastos com manutenção, "visando maior eficiência financeira", afirmou a companhia.

A Suzano teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 6,3 bilhões de reais de abril a junho, ante 5,1 bilhões no mesmo período de 2021.

O resultado foi impulsionado por alta de vendas de papel e celulose e aumentos de dois dígitos nos preços médios dos produtos no comparativo anual. Enquanto o preço do papel subiu 31%, o de celulose avançou 15%, segundo a companhia.

O custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas de manutenção subiu 26%, para 854 reais a tonelada. Ainda assim, o Ebitda por tonelada subiu 10%, considerando ainda a valorização do real ante o dólar e a inflação dos combustíveis.

A companhia vendeu no trimestre 2,66 milhões de toneladas de celulose, 12% acima do período imediatamente anterior, e 5% a mais que o registrado um ano antes. Em papel, as vendas subiram 4% e 10%, respectivamente.

A Suzano terminou junho com relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado em reais de 2,3 vezes, ante as 2,1 vezes de março, mas abaixo do múltiplo de 3,1 vezes de um ano antes.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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