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Suzano demonstrou mais uma vez capacidade de entregar resultados, diz presidente

Stella Fontes
·4 minuto de leitura

Walter Schalka classificou como "impressionante" o desempenho da companhia nos mais diversos cenários Claudio Belli/Valor Na avaliação do presidente da Suzano, Walter Schalka, o balanço do terceiro trimestre demonstrou que, mais uma vez, a companhia tem “capacidade impressionante” de entrega de resultados, nos mais diversos cenários. “Sob diferentes perspectivas, nosso desempenho é excelente”, afirmou o executivo, em teleconferência com analistas. Na celulose, as condições de preço seguem desfavoráveis e, ainda assim, a companhia alcançou forte geração de caixa na esteira da manutenção do volume de vendas e redução do custo caixa de produção na comparação anual. “Em papel, vemos recuperação em ‘V’”, acrescentou. “A entrega de bons resultados, mesmo durante a pandemia, mostra que a Suzano tem uma base de ativos que pode gerar valor aos acionistas”, reiterou Schalka, acrescentando que a previsão é de manutenção da redução gradual da alavancagem financeira nos próximos trimestres. As vendas domésticas da unidade de papéis da Suzano no terceiro trimestre superaram os níveis pré-pandemia, o que contribuiu para o restabelecimento dos níveis históricos de margem Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização), disse o diretor de papel da companhia, Leonardo Grimaldi. Especificamente no mercado doméstico, as vendas foram impulsionadas pela maior demanda de embalagens e pela publicidade atrelada às eleições municipais. Conforme o executivo, as quatro unidades de papel estão operando normalmente. Grimaldi disse também que a companhia está reajustando os preços de papéis revestidos e cartões entre 10% e 12%. A expectativa é de que o aumento esteja aplicado até o começo do ano que vem. Questionado sobre a expectativa para a demanda no quarto trimestre, o executivo afirmou que há incertezas quanto à retomada da demanda de todos os segmentos. Por outro lado, a expectativa para o negócio de celulose no trimestre em curso é positiva, diante do comportamento favorável da demanda em todas as regiões, segundo o diretor comercial de celulose da Suzano, Carlos Aníbal de Almeida. “A expectativa é boa para a demanda na China no quarto trimestre. Acreditamos que será um trimestre positivo em termos de produção de papel, beneficiada pela demanda interna”, disse. Aníbal confirmou que a companhia anunciou um reajuste de US$ 20 por tonelada para clientes na China, com aplicação imediata, levando a US$ 470 por tonelada o preço líquido naquele mercado. “Aplicamos o reajuste no meio do mês porque os fundamentos de mercado apoiavam a decisão. Tínhamos confiança e acho que tomamos a medida certa, porque fechamos contratos em outubro já com preço novo”, afirmou. Do lado do volume de vendas, porém, a expectativa é de queda na comparação com o quarto trimestre do ano passado diante das paradas programadas em unidades da companhia neste intervalo. Dentre os fatores que devem impulsionar a demanda de fibra curta no curto prazo, o executivo destacou o spread de US$ 150 por tonelada em relação à fibra longa, hoje mais cara. Ao mesmo tempo, paradas programadas por diferentes produtores devem retirar 1,1 milhão de toneladas de celulose do mercado no segundo semestre, limitando a oferta. “O suprimento de celulose está mais equilibrado”, disse. Em relação aos preços da celulose, o executivo reforçou que os níveis atuais ainda são baixos e não possibilitam retorno adequado. Produtores de alto custo no Hemisfério Norte seguem operando com resultado operacional perto de zero ou negativo, o que confirma que esse patamar de preços não é sustentável. “Num cenário muito desfavorável, tivemos resultados robustos e consistência na execução da estratégia. O terceiro trimestre é historicamente o mais fraco e foi ainda mais desafiador com a economia mundial sofrendo com a pandemia. Ainda assim, tivemos bom desempenho em volumes e Ebitda”, disse Aníbal. No trimestre, apesar da desvalorização cambial, a Suzano manteve o custo caixa de produção estável, sobretudo devido às sinergias geradas com a incorporação da Fibria, afirmou o diretor de operações de celulose da Suzano, Aires Galhardo. De julho a setembro, o custo caixa recuperou 8% na comparação anual, para R$ 600 por tonelada sem considerar efeitos de paradas para manutenção. “As principais variações estão no custo mais baixo de madeira, melhor desempenho operacional e maior produtividade”, enumerou o executivo. Os efeitos positivos, porém, foram parcialmente compensados pela desvalorização cambial. “O custo caixa de produção da Suzano mostra ganhos estruturais no custo da madeira, principalmente por causa das sinergiais operacionais com a Fibria, o que melhora a competitividade no longo prazo”, acrescentou.