Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.428,18
    -219,81 (-0,19%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.686,03
    -112,35 (-0,21%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,50
    +0,06 (+0,07%)
     
  • OURO

    1.764,80
    -0,90 (-0,05%)
     
  • BTC-USD

    61.716,96
    +674,68 (+1,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.430,53
    -21,11 (-1,45%)
     
  • S&P500

    4.486,46
    +15,09 (+0,34%)
     
  • DOW JONES

    35.258,61
    -36,15 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.203,83
    -30,20 (-0,42%)
     
  • HANG SENG

    25.409,75
    +78,75 (+0,31%)
     
  • NIKKEI

    29.025,46
    +474,56 (+1,66%)
     
  • NASDAQ

    15.286,25
    -4,25 (-0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3910
    -0,0128 (-0,20%)
     

Sustentabilidade é mais importante que lucro para a maioria dos brasileiros, diz Febraban

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A maioria dos brasileiros (77%) acredita que a adoção de boas práticas de sustentabilidade por empresas e governos deve ser uma prioridade, mesmo que isso prejudique os lucros e o crescimento econômico do país.

Os dados constam de uma pesquisa feita pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em parceria com o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), que apurou o envolvimento da população com os temas ESG (sigla em inglês para os príncipios ambiental, social e de governança corporativa).

A pesquisa foi feita por telefone com 3.000 pessoas das cinco regiões do Brasil, entre os dias 2 e 7 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com um intervalo de confiança de 95,5%.

Segundo o levantamento, apenas 16% consideram o desempenho econômico mais importante, ainda que sob o risco de comprometer as iniciativas sustentáveis do setor público e privado.

Para 51% dos entrevistados, os cuidados com o meio ambiente devem ser compartilhados por todos. No entanto, quando os segmentos são colocados isoladamente, a atribuição de responsabilidade recai mais sobre o setor público.

Segundo o levantamento, 44% dos entrevistados acham que governos e empresas públicas são os principais encarregados de cuidar da parte ambiental, enquanto 24% consideram as famílias e cidadãos, e 21% colocam as empresas privadas como as responsáveis. Apenas 7% citam ONGs e o terceiro setor.

A necessidade de incorporar boas práticas ambientais, sociais e de governança é unânime: 98% acham muito importante ou importante que elas sejam adotadas por cidadãos e famílias, e 96% por governos e empresas (mesmo número para ambas).

Na visão dos brasileiros, o aumento da adoção de práticas sustentáveis nos últimos cinco anos tem sido maior nas corporações (46%) do que entre as famílias e cidadãos (35%).

Contudo, 39% dos entrevistados não perceberam mudanças na atuação das empresas nesse aspecto, enquanto 9% consideram que a adesão a essas práticas no mundo corporativo diminuiu no país.

Quanto aos setores empresariais que têm adotado melhores práticas com o meio ambiente, as respostas ficaram divididas. Em questão estimulada de múltiplas alternativas, o agronegócio e a indústria foram os segmentos mais citados como primeira resposta.

Se considerado o total de menções, o agro passa à frente, com 25% das citações, contra 22% da indústria.

Além da avaliação e expectativa das pessoas sobre o tema, o levantamento também investigou o que mais preocupa os brasileiros em relação à sustentabilidade. Para 42%, bem-estar, saúde e renda das comunidades são as questões que mais preocupam.

Os entrevistados também foram questionados sobre cada pilar da agenda ESG. Na área ambiental, o que mais preocupa é o desmatamento (61%), seguido de aquecimento global e mudanças climáticas (52%).

No pilar social, emprego e renda foram citados por 71% das pessoas, enquanto na governança corporativa a preocupação maior é com o combate à corrupção (71%).

A pesquisa também apontou que as pessoas estão mais conscientes na hora de consumir, deixando de comprar de empresas com históricos negativos.

Para 92% dos entrevistados, iniciativas socioambientais influem sobre suas opiniões acerca de empresas ou marcas. Mais de um terço (35%) disse já ter deixado de consumir produtos ou serviços de alguma empresa com episódios de desrespeito ao meio ambiente ou ao bem-estar das pessoas e animais.

Outros 34% disseram ter parado de consumir porque a empresa estava envolvida em alguma denúncia ou não adotava boas práticas de governança corporativa.

Quase oito em cada dez entrevistados (77%) esperam que a legislação seja mais dura com as empresas em relação à sustentabilidade.

Para 13%, as leis brasileiras atendem a contento, e apenas 5% acham que as regras sobre a atuação ESG das empresas deveriam ser mais leves.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos