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Suspenso, Sabará ataca Amoêdo e diz que verdadeiro líder do Novo é Romeu Zema

Redação Notícias
·4 minutos de leitura
Partido Novo suspende temporariamente Filipe Sabará e paralisa campanha à Prefeitura de SP
Partido Novo suspende temporariamente Filipe Sabará e paralisa campanha à Prefeitura de SP. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

Com a candidatura à Prefeitura de São Paulo suspensa pelo Novo, o empresário Filipe Sabará criticou o ex-banqueiro e fundador do partido, João Amoêdo.

O candidato em suspenso afirmou que é perseguido por razões políticas e eleitorais dentro do partido após manifestar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) era melhor que o governador João Doria (PSDB).

“Ele (João Amoêdo) não aceita conversar. Está me perseguindo por eu não falar exatamente as coisas que ele quer. Falei que o Bolsonaro é melhor que o Doria. E também por eu ser uma pessoa de direita, conservador nos costumes e liberal na economia", disse Sabará à coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.

Sabará foi secretário municipal de assistência social na gestão de Doria na prefeitura de São Paulo.

Para ele, o crescimento de uma ala do Novo que simpatiza com Bolsonaro pode conflitar com o desejo de Amoêdo em disputar a presidência da República em 2022. Sabará aponta como verdadeira liderança do Novo o governador de Minas, Romeu Zema, um dos pivôs dessa frente elogiosa ao presidente dentro do partido.

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“(Amoêdo) quer antagonizar com o Bolsonaro o tempo todo. Nunca elogia, apenas critica. O Zema é o verdadeiro líder do partido Novo. Ele é o Novo na prática. O Amoêdo fez um excelente trabalho fundando o partido. Mas parece que depois se perdeu”, argumenta.

O empresário afirmou ainda estuda medidas jurídicas para recorrer da suspensão da candidatura, e ressalta que não cogita desistir. Para Sabará, o único motivo para a decisão do Conselho de Ética do partido é a perseguição de Amoêdo. “O motivo é político. Perseguição do Amoêdo”.

DECLARAÇÃO PASSA DE R$ 15 MIL PARA R$ 5 MILHÕES

o empresário Filipe Sabará enviou uma correção da declaração eleitoral de bens feita ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De R$ 15,6 mil em bens declarados, a nova declaração de Sabará saltou para R$ 5,1 milhões. O erro, segundo Sabará, teria sido fruto de um “lapso”.

A declaração inicial do empresário, enviada em 19 de setembro, trazia um montante em bens avaliado em R$ 15.686. Sabará é herdeiro do Grupo Sabará, um gigante da indústria química com foco na fabricação de cosméticos, com faturamento superior a R$ 200 milhões nos últimos anos.

Filiados ao Novo criticaram os valores e cobraram de Sabará mais “transparência” em relação aos seus bens.

No dia 21 de setembro, Sabará enviou uma retificação ao TSE na qual declara ter, na verdade, R$ 5,1 milhões. Os valores estavam diluídos entre ações da empresa, aplicações e valores em conta.

Na declaração original, as ações da empresa estavam avaliadas em R$ 8 mil, enquanto na retificação passaram a valer R$ 5 milhões. No documento ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Sabará afirmou que a diferença de valores foi um “lapso”.

ELOGIOS À MALUF

Na semana passada, Sabará foi repreendido publicamente pelo ex-presidente partido João Amôedo. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, no último dia 15, Sabará elogiou o ex-deputado federal e ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, condenado por lavagem de dinheiro.

A declaração gerou reação dentro do próprio partido. Amoedo foi às redes sociais para criticar a fala de Sabará.

"A citação de um político corrupto como exemplo de gestão é inadmissível. O 'rouba mas faz' fere frontalmente os valores e princípios do Novo. Essa prática não pode ser endossada por ninguém do partido. Espero que o Diretório Municipal de SP tome as providências cabíveis", disparou.

Durante a entrevista, Sabará evocou o lema que deixou a gestão Maluf famosa, o “rouba, mas faz".

"Fez muita coisa, imagina São Paulo sem as obras do Maluf. Para a população, imagina sem as realizações do Maluf. Para mim, o Maluf foi o melhor prefeito", afirmou.

Depois da “bronca", Sabará alegou ter se expressado mal e disse não ser conivente com qualquer tipo de irregularidade.

"Peço desculpas por ter me expressado mal na entrevista de ontem ao Pânico na JP. Não sou em hipótese alguma conivente com qualquer tipo de ato ilícito. O melhor prefeito de São Paulo será o que fizer muitas realizações aliadas ao total respeito ao dinheiro público", escreveu.

As eleições municipais ocorrerão em 15 de novembro, com um segundo turno marcado para 29 de novembro.