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No 5º câncer, Susana Naspolini supera Covid-19: "Nunca tive tanto medo"

A repórter da TV Globo Susana Naspolini. Foto: reprodução/Instagram/susananaspolini

A repórter da TV Globo Susana Naspolini descobriu que havia contraído o novo coronavírus por acaso. Em tratamento de um câncer na bacia - o quinto tipo da doença que ela enfrenta na vida -, descoberto em janeiro, ela passou por um teste de praxe para ter acesso às sessões de quimioterapia em uma clínica no Rio de Janeiro. Ela conta que se sentiu impotente e teve medo de morrer.

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“Quando soube que estava com o vírus, entrei em pânico! Eu só tinha saído de casa duas vezes: uma para ir ao oncologista e outra para tomar as injeções. Antes mesmo do uso obrigatório da máscara, até para ir à lixeira, saía com o rosto protegido, e com luvas. Mas o coronavírus é traiçoeiro. Meu médico disse que, provavelmente, ele veio em alguma compra do mercado ou da padaria”, contou, em depoimento ao jornal “O Globo”.

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Depois de lidar com um linfoma aos 18 anos, tumores na mama e na tireoide aos 37 e outro carcinoma na mama aos 43, a repórter sabia que agora estava diante de uma doença desconhecida. “Nunca me senti tão impotente na vida. Nem com os cânceres fiquei assim. Como disse, eu me sinto cuidada já que posso fazer quimioterapia, tomar injeções, fazer exames de imagens. E com o coronavírus? É só rezar para não ter complicação alguma”, contou.

Segundo a jornalista, foram os 15 dias mais angustiantes de sua vida. “Eu me sentia uma bomba ambulante. Tinha medo de ir ao elevador para receber alguma mercadoria e infectar as pessoas. Depois, fiquei na expectativa de piorar. Eu tive sintomas leves. Comecei com uma dor de cabeça. Como tomo muitos remédios, achei que fosse algum efeito colateral. Também tive dor de garganta, um incômodo nas pernas e uns calafrios, mas sem febre. Rezei muito para não ter complicação. Durante as minhas orações diárias do terço, perguntava para Deus: ‘Será que é disso que eu vou morrer? Eu venho lutando tanto na vida para perder a batalha para a Covid-19?’”, questionou.

Com medo de uma falta de ar repentina, Susana deixou alguns avisos de sobreaviso e chegou a alugar um oxímetro para monitorar a taxa de oxigênio no sangue. Julia, sua filha de 14 anos, também foi diagnosticada com a infecção, mas teve apenas sintomas leves.

A jornalista, que também já enfrentou a morte repentina do marido, o narrador Maurício Torres, em 2014, diz que tirou uma lição da Covid-19.

“Sou do tipo que planeja tudo nos mínimos detalhes. Se vou encontrar com uma amiga, antecipo na minha cabeça o assunto da nossa conversa, o que podemos fazer depois de papearmos... Estou sempre querendo saber como as pessoas vão, onde e com quem estão... Que bobagem, né? Na verdade, a gente não controla nada. Tive muito medo de morrer, mas, graças a Deus, superei essa doença. Agora, me sinto obrigada a retribuir essa bênção de alguma forma”, declarou.