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Surto de gripe no Rio: em sábado de sol e final da Libertadores, funcionárias de posto vão à rua oferecer vacina

·4 min de leitura

RIO — Neste sábado de sol forte e final da Libertadores com o Flamengo, o que se viu nos postos de vacinação do Rio de Janeiro foi um cenário diferente daquele visto nos últimos dois dias, quando a cidade registrou recorde de busca pela vacina da gripe. Para tentar reverter a baixa procura, servidoras da Policínica Hélio Pellegrino, na Praça da Bandeira, Zona Norte da cidade, chegaram a ir para a rua para convencer transeuntes a tomar a injeção. O esforço se justifica: o município vive um surto de Influenza que já provocou pelo menos 6.300 casos de síndrome gripal nos últimos nove dias.

Na calçada em frente à policlínica, as funcionárias contaram ao GLOBO que aproveitaram o fluxo intenso de torcedores desfilando a camisa do Flamengo na rua para desfazer alguns mitos sobre a vacina. Elas reforçam, por exemplo, que tomar a injeção hoje não impede ninguém de tomar o chopinho inevitável de mais tarde — sobretudo se o Flamengo vencer. As servidoras também acreditam que o céu azul e o calor de verão tornaram a praia sedutora para muitos cariocas, que acabaram deixando sua injeção para depois.

O aumento na busca por atendimentos nas redes de urgência e emergência da cidade nos últimos dias por casos de gripe mostrou, contudo, que a vacinação não pode ser deixada em segundo plano. Nos últimos nove dias, o município acumulou 26 internações por Influenza, das quais 24 são de crianças. Por causa do surto de gripe, a prefeitura convocou os cariocas a atualizar sua imunização contra a gripe, e a população atendeu: mais de 100 mil doses foram aplicadas entre quinta e sexta-feira.

Orientações

Embora a campanha de vacinação contra a gripe no município hoje se destine a todas as idades, crianças com 6 meses ou mais e maiores de 60 anos são considerados grupos prioritários, pois têm maiores de chances de desenvolver quadros respiratórios graves por infecção pelo vírus. A Secretaria municipal de Saúde (SMS) reforça que integrantes desses grupos devem procurar se vacinar imediatamente se estiverem com a imunização atrasada.

A pasta orienta que, em caso de sintomas de síndrome gripal, é preciso ir a uma unidade de Saúde para descartar o diagnóstico de Covid-19. O teste aplicado nas unidades municipais é o de antígeno, que, segundo especialistas, tem um nível elevado de confiabilidade.

— Para descartar a Covid-19, também submetemos ao teste RT-PCR a maior parte daqueles que apresentaram resultado negativo no exame de antígeno. Mas 99% desses testes RT-PCR estão confirmado o resultado negativo — informa o secretário.

Na segunda-feira, a rede de vigilância epidemiológica do município enviou 300 amostras colhidas de unidades para monitoramento genômico ao Lacen e à Fiocruz. Segundo Soranz, das amostras cujo resultado já saiu, 73% apontaram a presença da Influenza A.

Para o pesquisador Leonardo Bastos, do grupo de Métodos Analíticos em Vigilância Epidemiológica da Fiocruz (Mave-Fiocruz), o número de casos levantados pela secretaria é alto.

— Além do atendimento médico, quem estiver com sintomas deve procurar usar máscara o tempo todo e manter o distanciamento social, para não infectar os outros. Assim como a Covid-19, a Influenza não tem tratamento específico, mas apenas tratamento aos sintomas. As vacinas são importantes para prevenir novos casos — reforça o epidemiologista.

Atualmente, o subtipo da Influenza que predomina na cidade é o H3N2, de acordo com a SMS. O pesquisador Marcelo Gomes, também do Mave-Fiocruz, que acompanha o histórico de circulação do vírus Influenza no Brasil, informa que o H3N2 tende a causar efeitos mais brandos no organismo do que o H1N1, por exemplo.

De todo modo, reforça o especialista, é indispensável manter os protocolos para evitar a contaminação. Ele lembra que os cuidados para combater a transmissão do patógeno são "rigorosamente os mesmos" que os da Covid-19, com especial atenção para as crianças e os idosos, mais suscetíveis aos efeitos da doença.

— No caso dos mais velhos, é bom que estejam isolados daqueles com sintomas de síndrome gripal. Quanto às crianças, é importante não levar para a escola, para festas e ocasiões sociais caso estejam com indícios. Aprendemos com a pandemia de Covid-19 que não podemos mais normalizar quadros de gripe e achar que está tudo bem. O uso de máscara por pessoas sintomáticas ajuda a reduzir muito a transmissão — diz.

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