Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.528,97
    +456,35 (+0,95%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,66
    -1,01 (-1,61%)
     
  • OURO

    1.784,40
    +6,00 (+0,34%)
     
  • BTC-USD

    54.421,35
    -1.473,71 (-2,64%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.239,72
    +5,30 (+0,43%)
     
  • S&P500

    4.134,94
    -28,32 (-0,68%)
     
  • DOW JONES

    33.821,30
    -256,33 (-0,75%)
     
  • FTSE

    6.884,37
    +24,50 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    28.621,92
    -513,81 (-1,76%)
     
  • NIKKEI

    28.508,55
    -591,83 (-2,03%)
     
  • NASDAQ

    13.764,75
    -29,50 (-0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6676
    -0,0349 (-0,52%)
     

Supremo decide que decisões em ações civis públicas valem para todo o país

MATHEUS TEIXEIRA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que decisões tomadas em ações civis públicas têm abrangência nacional. A corte já havia formado maioria nesse sentido, mas a análise do caso havia sido interrompida por pedido de vista (mais tempo para analisar) do ministro Gilmar Mendes no início de março. O magistrado devolveu o processo para julgamento e a análise do caso foi retomada na sessão do plenário virtual que se encerra nesta quarta-feira (7). Gilmar acompanhou a maioria para declarar inconstitucional a legislação que limitava a eficácia das decisões em processos desta natureza ao território do respectivo tribunal. Votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Edson Fachin, enquanto Kassio Nunes Marques e Marco Aurélio divergiram. Os ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso não participaram do julgamento. O tribunal julgou a constitucionalidade de uma medida provisória, depois convertida em lei, editada em 1997 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. A intenção do governo na época era limitar as ações que tentavam evitar as privatizações realizadas pela gestão de FHC. Muitos tribunais de todo o Brasil já vêm tomando decisões no sentido do entendimento firmado agora pelo STF. Para uniformizar a jurisprudência sobre o tema, o Supremo aplicou repercussão geral ao recurso em julgamento, o que significa que a decisão valerá para todos os processos similares em curso no Brasil. As ações civis públicas são usadas com frequência por consumidores contra instituições financeiras. O caso concreto trata de uma ação coletiva apresentada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor para que fossem revistos contratos habitacionais da Caixa Econômica. A entidade venceu o julgamento no Tribunal Regional Federal da 3ª Região e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) referendou a decisão. A maioria dos ministros defendeu que, em processos com impacto regional ou federal, o foro competente para analisar as ações deve ser o da capital dos estados. No caso de haver ações em diferentes estados sobre o mesmo tema, a competência seria do juiz que tomar conhecimento primeiro da matéria. Relator do recurso, Moraes defendeu os poderes dos magistrados para atuar nas ações civis públicas. "O juiz é ou não é competente para decidir uma questão? Se sim, a partir da decisão e da coisa julgada, os efeitos e a eficácia da decisão não se confundem com a limitação territorial. Os efeitos têm a ver com os limites da lide. Não se pode confundir limitação territorial de competência com os efeitos", apontou. Para o ministro, a legislação em vigência feriu o princípio da eficiência da Justiça. "Ao limitar os efeitos ao território de competência, impôs a obrigatoriedade de diversas ações idênticas em diferentes comarcas ou regiões, possibilitando a demora, julgamentos contraditórios, além de enfraquecer a prestação jurisdicional". Kassio Nunes Marques afirmou que a lei prejudica inclusive os réus, pois eles ficam sujeitos a ser alvo de diversos processos semelhantes. Os ministros ainda sustentaram que essas ações servem para proteger o interesse da coletividade. Assim, não faz sentido impor limite às decisões.