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Supernovas podem ter sido responsáveis pela vida na Terra

·3 min de leitura

Parece haver uma relação entre a quantidade de estrelas massivas explodindo perto do nosso planeta e a vida por aqui. Essa correlação foi observada por um novo estudo realizado por Dr. Henrik Svensmark, pesquisador da Technical University of Denmark. Segundo o estudo, isso indica que as supernovas podem ter criado condições essenciais para a vida florescer na Terra.

As supernovas são a etapa final da vida das estrelas massivas, que encerram sua evolução em explosões tão poderosas que podem facilmente ofuscar galáxias inteiras. O estudo propõe que a relação entre essas explosões e a vida está nos efeitos das supernovas no clima do nosso planeta, já que grande parte das supernovas leva a climas frios, com diferenças significativas de temperatura entre as regiões polares e equatoriais.

Com isso, ocorrem fortes ventos e misturas nos oceanos, processos essenciais para nutrientes serem levados a sistemas biológicos. Svensmark explica que uma consequência fascinante desse processo é que "migrar" a matéria orgânica para os sedimentos é, de certa forma, uma origem indireta do oxigênio. “A fotossíntese produz oxigênio e açúcar a partir da luz, água e gás carbônico; mas se a matéria orgânica não for para os sedimentos, o oxigênio e a matéria se tornam dióxido de carbono e água”, explicou.

Representação da Via Láctea vista da Terra, com supernovas acelerando raios cósmicos; parte das partículas atravessa a atmosfera terrestre (Imagem: Reprodução/H. Svensmark/DTU Space)
Representação da Via Láctea vista da Terra, com supernovas acelerando raios cósmicos; parte das partículas atravessa a atmosfera terrestre (Imagem: Reprodução/H. Svensmark/DTU Space)

Na prática, a matéria orgânica soterrada evita que esta reação reversa aconteça. Portanto, ele considera que as supernovas controlam indiretamente a produção de oxigênio, base para todas as formas de vida complexas na Terra.

Esta conclusão é o resultado de uma análise da concentração de nutrientes no oceano nos últimos 500 milhões de anos, relacionada às mudanças na frequência das supernovas. A concentração dos nutrientes foi identificada através das medidas de oligoelementos na pirita, mineral conhecido como “ouro de tolo”, sedimentada no fundo do mar.

As estimativas da fração de matéria orgânica nos sedimentos é feita através das medidas dos isótopos carbono 13 em relação ao carbono 12. Como a vida prefere o carbono 12, mais leve, a quantidade de biomassa nos oceanos muda a proporção entre os dois isótopos. Estudos anteriores realizados por Svensmark e colaboradores já demonstraram que íons podem afetar as nuvens da Terra. Como as nuvens podem regular a energia solar que vem para o nosso planeta, a relação entre os raios cósmicos e as nuvens é importante para o clima.

Este cenário é reforçado por evidências empíricas, que mostram que o clima da Terra muda acompanhando a intensidade das mudanças dos raios cósmicos. Assim, a frequência das supernovas pode variar, causando também mudanças consideráveis no clima. “Os raios cósmicos [das supernovas] viajam para o nosso Sistema Solar, e alguns terminam a jornada colidindo com a atmosfera da Terra”, explicou o autor. “Aqui, eles são os responsáveis por ionizar a atmosfera terrestre”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

Fonte: Canaltech

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