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Supernova do Tipo Ia explode em uma região incomum de sua galáxia hospedeira

·2 minuto de leitura

Uma supernova que explodiu em uma galáxia localizada a apenas 96,2 milhões de anos-luz foi alvo dos estudos de uma equipe de astrônomos da China e de outros países. Trata-se de uma explosão estelar relativamente comum, mas que chama a atenção por estar localizada em uma região atípica, na periferia de sua galáxia, a NGC 474.

Descoberta em 9 de julho de 2017, a supernova SN2017gc é do tipo Ia, ou seja, sua estrela progenitora era parte de um sistema binário ao lado de uma anã branca. Como explosões desse tipo são valiosas fontes de informação sobre a evolução das estrelas, os pesquisadores se voltaram aos dados de vários observatórios para saber mais sobre a supernova.

Eles realizaram exaustivas análises dos dados fotométricos e espectroscópicos da SN2017fgc, abrangendo o período desde 12 dias antes da explosão até 389 dias após o brilho máximo. Assim, a equipe descobriu que a supernova teve uma magnitude de pico absoluto de -19,32 mag — consistente com todas as supernovas do Tipo Ia, que apresentam brilho semelhante, porque surgem estrelas que adquiriram massa gradualmente até chegar ao ponto de limite, que leva à explosão. Por esse brilho sempre consistente, as supernovas do Tipo Ia são usadas como uma vela padrão para medir as distâncias até suas galáxias hospedeiras.

(Imagem: Reprodução/Zeng)
(Imagem: Reprodução/Zeng)

Os cientistas também constataram que o pico de luminosidade indica a presença níquel em cerca de 0,51 massas solares. Vale notar que supernovas dessa categoria são consideradas produtoras de parte do níquel e ferro no universo. Entretanto, os autores também mencionaram que as linhas espectrais de Fe II, Si II e Mg II (ferro, silício e magnésio, respectivamente) combinadas são “obviamente mais fortes” do que as de supernovas do Tipo Ia em geral.

Mas não são esses fatores que causam estranheza, e sim a localização. É que supernovas do Tipo Ia costumam explodir próximas ao centro das suas galáxias hospedeiras, só que a SN2017gc está muito distante da região central da NGC 474. Parece, portanto, que essa supernova em particular é uma exceção à regra, mas os pesquisadores não ficaram satisfeitos com uma conclusão superficial. Uma inspeção mais detalhada revelou que essa galáxia lenticular passou por processos de fusão há 2 bilhões de anos.

Essa fusão pode explicar o posicionamento atípico dessa supernova. “Especulamos que a SN2017fgc poderia ser ejetada da parte interna da galáxia companheira NGC 470 durante a fusão que ocorreu”, escreveram os autores no artigo de pré-impressão, “ou se formou como resultado de algum gás frio remanescente no disco [da galáxia] companheira". Para confirmar esta especulação, mais estudos serão realizados.

Fonte: Canaltech

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