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Supernova antiga e rara é encontrada a 20 mil anos-luz de distância

·3 minuto de leitura

Astrônomos da Sociedade Americana de Astronomia encontraram um remanescente de supernova em um lugar afastado de nós, mas ainda nos limites da Via Láctea. O objeto recebeu o nome de (SNR) G344.7-0.1 e fica quase a 20 mil anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Escorpião. Além de interessantes quando observados em diferentes tipos de comprimentos de onda, esses remanescentes de explosão estelar também são muito úteis para a astronomia.

Fisicamente, as anãs brancas são incapazes de explodir em supernova, porque possuem massa abaixo do limite de Chandrasekhar — a massa máxima que pode ser suportada, acima da qual a estrela explode. Felizmente, para os "caçadores" de supernovas, ainda há maneiras de uma anã branca entrar em colapso, principalmente se ela faz parte de um sistema binário. Basta se alimentar de matéria o suficiente até ultrapassar o limite.

Quando uma anã branca explode, o remanescente recebe o nome de supernova Tipo Ia, e foi justamente uma delas que os pesquisadores encontraram ao analisar dados do Observatório de raios-X Chandra, da NASA. “Estimamos que a SNR G344.7-0.1 tenha cerca de 3.000 a 6.000 anos no período de tempo da Terra”, disse Kotaro Fukushima, astrônomo da Universidade de Ciência de Tóquio e principal autor do estudo que descreve a descoberta.

Ilustração de uma anã branca se alimentando do material de sua estrela companheira, processo que pode levá-la à explosão (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/M. Weiss)
Ilustração de uma anã branca se alimentando do material de sua estrela companheira, processo que pode levá-la à explosão (Imagem: Reprodução/NASA/CXC/M. Weiss)

Existem algumas Tipo Ia bem conhecidos pelos cientistas e amplamente observadas, bem mais próximas de nós. Mas encontrar esses objetos é importante, independente de onde estão, porque eles podem ser usados como vela padrão para medir distâncias no universo. Além disso, supernovas do Tipo Ia ajudam a enriquecer a matéria da galáxia com elementos como o ferro, por exemplo.

Há também outra curiosidade sobre a SNR G344.7-0.1, relacionada à sua idade. É que sua nuvem de detritos passou por uma sequência de interações com as ondas de choque, algo que as supernovas mais jovens, como Kepler e Tycho, não tiveram tempo de fazer. Agora, os astrônomos podem observar para compreender melhor como isso funciona. Conforme os destroços se movem para fora da explosão inicial, a resistência do gás circundante causa uma redução na velocidade deles.

Essa redução de velocidade cria uma onda de choque reversa que viaja de volta para o centro da explosão. Isso aquece os detritos a milhões de graus, fazendo com que brilhem em raios-X, o que por sua vez diz muito aos astrônomos sobre a supernova. "A região com a maior densidade de ferro é cercada por estruturas semelhantes a arcos contendo silício”, disseram os cientistas, sugerindo que tais estruturas podem revelar presença do enxofre, argônio e cálcio.

Esta imagem Chandra do SNR G344.7-0.1 mostra que o ferro mais denso está localizado à direita do centro geométrico (Imagem: Reprodução/NASA/CX Universidade de Ciência de Tóquio/Fukushima)
Esta imagem Chandra do SNR G344.7-0.1 mostra que o ferro mais denso está localizado à direita do centro geométrico (Imagem: Reprodução/NASA/CX Universidade de Ciência de Tóquio/Fukushima)

Além disso, os dados mostram que a região com a maior densidade de ferro foi aquecida pelo choque reverso mais recentemente do que os elementos nas estruturas em forma de arco. “Esses resultados apoiam as previsões de modelos para explosões de supernovas Tipo Ia, que mostram que elementos mais pesados ​​são produzidos no interior de uma anã branca em explosão". O estudo foi publicado na revista científica The Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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