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Supermercados dizem que vender sobras é “forma criativa de mostrar alternativas”

Supermercados dizem que vender sobras é “forma criativa de mostrar alternativas”
Supermercados dizem que vender sobras é “forma criativa de mostrar alternativas”
  • Supermercados veem sendo criticados pela venda de sobprodutos como carcaça, pele de frango e sobras de alimentos;

  • Em entrevista, o vice-presidente da Abras afirmou que a venda dos itens está dentro da lei;

  • Os produtos veem ganhando cada vez mais espaços nas pratileiras dos supermercados.

Em resposta às críticas à venda de subprodutos como carcaça, pele de frango e sobras de alimentos, o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, disse que a comercialização desses itens é “uma forma criativa de mostrar alternativas” e está dentro da lei. Ele se pronunciou em entrevista a jornalistas nesta quinta (14).

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirma que a venda de produtos como carcaça, pele de frango e sobras de alimentos, que vem ganhando espaço como alternativas mais baratas diante da inflação, está dentro da lei.

Milan alegou que todos os produtos comercializados pelos supermercados estão dentro de legislação regulada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), quando questionado se a Abras orientaria os estabelecimentos sobre o tema.

"Tem algumas medidas que chamamos de coisas pontuais, que acabam ocorrendo em determinadas lojas ou em determinadas regiões, muitas vezes para atender e até uma forma criativa de mostrar alternativas, vamos dizer assim, para aquele consumidor que eventualmente está procurando algo um pouco diferente."

Diante da inflação que atingiu 11,89% no acumulado de 12 meses, esse tipo de alimentos, que anteriormente eram tratados como aparas ou sobras, vem ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados. Nesse sentido, Rodrigo Afonso, diretor-executivo da organização não governamental Ação da Cidadania, afirma que a venda de itens que costumavam ser descartados ou doados, como no caso das carcaças, é uma tentativa dos supermercados de lucrar com a fome.

"As populações não conseguem consumir os produtos que eles vendem, e o pouco que conseguiam usar de sobras, agora estão sendo vendidos também para tentar arrumar alguma maneira de lucrar com isso."

De acordo com dados 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, cerca de 33,1 milhões de brasileiros passam fome atualmente. Em pouco mais de um ano, houve um incremento de 14 milhões de pessoas na condição de não ter o que comer todos os dias.

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