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Superfície de Marte teve mais influência de antigas inundações do que se pensava

·2 minuto de leitura

Décadas de pequisa indicam que, em sua juventude, Marte possuía rios, lagos, mares e, talvez, até oceanos — sendo bem diferente do mundo seco e frio que ele é hoje. A superfície do Planeta Vermelho possui rede de vales que teriam sido escavados por correntes de água ao longo de milhares de anos — e um novo estudo indica que inundações catastróficas nos lagos marcianos teriam contribuído muito mais do que se pensava para a formação desses cânions.

Segundo dados obtidos em pesquisas anteriores, mais de 200 lagos marcianos se encheram de água o suficiente para provocar enchentes catastróficas, capazes de esculpir parte dos cânions e vales do planeta — cerca de 3,5 a 3,7 bilhões de anos atrás. "A superfície de Marte é coberta por crateras de impacto que atuam como bacias perfeitas para armazenar água, fornecendo inúmeras oportunidades para grandes enchentes de quebra de lago", disse Timothy Goudge, cientista planetário da Universidade do Texas e principal autor do artigo.

(Imagem: Reprodução/Goudge et al.)
(Imagem: Reprodução/Goudge et al.)

Ao analisarem as redes de vales pela superfície marciana, Goudge e seus colegas se concentraram nas marcas esculpidas durante o pico de atividades nos rios do planeta. Em específico, os vales ligados a antigas bacias que possuíam pisos com elevação mais altas do que os das bacias do lago, onde se conectavam. Isto sugere que os cânions se formaram quando esses lagos transbordaram.

Então, os pesquisadores calcularam os volumes que essas inundações catastróficas escavaram a partir da forma e tamanho dos vales — cerca de 57.000 quilômetros cúbicos do volume. Esse valor representa 24% do volume total dos vales marcianos e apenas 3% dos vales analisados. Aproximadamente um quarto do volume desses vales foi esculpido rapidamente em escala geológica — questão de dias, meses ou anos.

(Imagem: Reprodução/Goudge et al.)
(Imagem: Reprodução/Goudge et al.)

Goudge ressalta que certamente essas inundações de rompimentos de lagos foram muito importantes para a Terra em alguns momentos de sua história — por exemplo, quando as geleiras derreteram no final do Pleistoceno, cerca de 11.400 anos atrás. O grande volume de água transbordou muitos lagos e grande enchentes escavaram enormes desfiladeiros no noroeste do Oceano Pacífico.

A nova descoberta implica na compreensão de como a paisagem marciana mudou ao longo do tempo. Uma vez que os desfiladeiros do lago formados em enchentes catastróficas são mais profundos, eles teriam influenciado os rios de vida mais longo na região, explicou Goudge. "Este é apenas um exemplo de por que uma inundação catastrófica de rompimento de lago realmente precisa ser considerada de forma mais consistente enquanto procuramos entender a evolução dos vales dos rios marcianos", disse o cientista planetário.

Agora, os pesquisadores pretendem elaborar modelos de inundações catastróficas em um lago de Marte para entender mais um pouco dessa dinâmica ao longo do tempo. A pesquisa foi integralmente publicada no dia 29 de setembro, na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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