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"Supererupções" ocorreram em Marte durante 500 milhões de anos

·3 minuto de leitura

Há vulcões capazes de produzir erupções poderosas o suficiente para liberar oceanos de poeira e gases tóxicos no ar, que podem bloquear a luz solar e alterar o clima de planetas por décadas. Agora, um estudo revela que eventos vulcânicos extremos assim podem ter acontecido em Marte. Ao estudar a topografia e a composição de Arabia Terra, uma região no norte do Planeta Vermelho, cientistas encontraram evidências de milhares de "supererupções", as mais violentas que conhecemos.

Essas supererupções podem ter liberado vapor d'água, dióxido de carbono e de enxofre no ar, e parecem ter ocorrido há 4 bilhões de anos na superfície marciana ao longo de um período de mais de 500 milhões de anos. “Cada uma dessas erupções teve impacto climático significativo”, explica Patrick Whelley, geólogo que liderou a análise de Arabia Terra. Para ele, os gases liberados podem ter deixado a atmosfera de Marte mais espessa ou bloqueado a luz solar.

Quando essas erupções poderosas ocorrerem, elas liberam material suficiente para preencher 400 milhões de piscinas olímpicas com rochas derretidas e gases — e esse material inclui também uma cobertura de cinzas que pode chegar a milhares de quilômetros do local da erupção. Depois, os vulcões responsáveis por erupções dessa magnitude colapsam em uma “caldeira”, uma estrutura gigante que pode ter dezenas de quilômetros de largura.

Algumas das crateras de Arabia Terra, que têm rochas dispostas em camadas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)
Algumas das crateras de Arabia Terra, que têm rochas dispostas em camadas (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

Essas estruturas já foram encontradas na Terra — e sete delas identificadas em Arabia Terra sinalizaram que, talvez, podem ter existido vulcões capazes de super erupções por lá. Inicialmente, pensava-se que elas foram formadas pelo impacto de asteroides, mas foi em 2013 que cientistas propuseram pela primeira vez que fossem caldeiras vulcânica: eles perceberam que elas não eram perfeitamente redondas, como era esperado das crateras, e mostravam também sinais de colapso.

Assim, Whelley e seus colegas decidiram realizar um acompanhamento dessas formações. Ao invés de procurar os vulcões, eles buscaram as cinzas das erupções vulcânicas. Essa ideia surgiu após conhecerem Alexandra Matiella Novak, vulcanologista que estava utilizando dados do orbitador Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) para procurar cinzas em outros lugares de Marte. No fim, eles fecharam uma parceria para estudar Arabia Terra em busca do material.

A equipe acompanhou trabalhos anteriores de cientistas que sugeriram que os minerais na região tinham origem vulcânica, e utilizaram imagens do instrumento Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars, da MRO, para procurar os minerais. Ao analisar as paredes de cânions e crateras distantes das caldeiras, onde as cinzas deveriam ter ido ao serem carregadas pelo vento, eles encontraram minerais vulcânicos transformados em argila após terem contato com a água.

Depois, os cientistas produziram mapas topográficos tridimensionais de Arabia Terra a partir das imagens da MRO. Ao dispor os dados minerais pelos mapas topográficos dos cânions e crateras, eles perceberam que, no interior dos depósitos, as cinzas estavam bem preservadas em camadas sobrepostas de acordo com a erupção. "Estamos realmente vendo o que foi previsto, e esse foi o momento mais empolgante para mim", disse Jacob Richardson, geólogo do Goddard Space Flight Center, na NASA.

Os cientistas que identificaram as caldeiras em 2013 calcularam quanto material teria sido liberado pelos vulcões, e esses resultados permitiram que Whelley e seus colegas estimassem quantas erupções seriam necessárias para produzir cinzas daquela espessura — de acordo com Whelley, milhares delas aconteceram. Por enquanto, Arabia Terra é o local que tem as únicas evidências de vulcões explosivos em Marte, que podem existir também em outros lugares, como na lua Io, de Júpiter. Agora, Richardson espera que a região ensine novidades aos cientistas sobre os processos que formam planetas e luas.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

Fonte: Canaltech

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