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Supercopa superclássico ativar!

Mauro Beting
·3 minuto de leitura
Supercopa do Brasil. A da temporada passada foi do Flamengo. E agora?FOTO Buda Mendes/Getty Images

A Supercopa demorou a voltar ao calendário tão inchado brasileiro. Mas torço para que volte para fazer história como têm feito Palmeiras x Flamengo desde 2015. No momento, a grande rivalidade interestadual. Não apenas envolvendo o grande campeão (que é bi) do Brasileirão e o grande campeão da Copa do Brasil. Dupla que acabou de dar suas voltas olímpicas. E também são os dois últimos campeões da América, os três últimos campeões brasileiros, e mais um BR-16 para o Palmeiras nesse período de grandes investimentos em times estelares, e base muito forte que gera títulos e também dividendos para as duas potências.

O Flamengo chega a Brasília para o jogo em horário infeliz menos desgastado e mais encorpado por óbvio. E com um primeiro tempo espetacular contra o até então invicto Madureira, na segunda-feira, pelo RJ-21. Foram 15 chances muito bem criadas, e mais um gol mal anulado em lance belíssimo. Típico do Fla de JJ modelo 2019 (o melhor time que vi neste século no Brasil). Era só o Madureira? Sim. Mas qualquer rival seria pulverizado por tamanha intensidade de aperto e arrastão de Gabriel, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro na errada saída de bola do Madureira, mais a constante chegada dos volantes-meias Gérson e Diego. Dois que sempre pisaram mais à frente, não só para belas tramas, mas também para dois dos quatro gols marcados em Volta Redonda.

Foi um show e um massacre. Mas também quatro lances de perigo concedidos só na primeira etapa por um Flamengo que se arrisca, e não tem a proteção devida aos expostos Arão e Rodrigo Caio. Algo que a velocidade e a eficiência do contragolpe do Palmeiras de Abel podem fustigar em jogo único em campo neutro.

Partida única que equilibra ainda mais as possibilidades na Supercopa. Fosse um playoff de sete jogos de NBA (escrevo baixo pra não dar ideias pros homens…), Flamengo favorito – tem mais time, mais elenco com gente mais desequilbrante, com mais ritmo de jogo e vem menos desgastado pela temporada passada ainda tão presente. 

Fossem cinco os clássicos, ainda Flamengo. Melhor de três? Flamengo…

Mas mata-mata com dois jogos? Já ficaria bem em cima do muro. Esse Palmeiras de Abel consegue superar as próprias limitações e encarar quem vier no país e no continente. Sofrendo. Mas passando.

Um jogo só? Mais equilíbrio ainda. Pelo que jogaram esta semana, com as distintas diferenças entre os rivais e os deveres envolvidos em mais um jogo do RJ-21 e a primeira decisiva da Recopa Sul-Americana na Argentina, o Flamengo foi muito superior. Entra como “favorito”.

Mas vai levar assim fácil? Vai repetir o primeiro tempo em Volta Redonda – o melhor com Rogério? O Palmeiras vai bisar a partida lenta e sem muita pegada contra o Defensa y Justicia – e ainda assim trazendo um senhor resultado para o Brasil, ainda melhor pela estreia de fato do time principal na temporada?

Capaz de o Flamengo não ser o mesmo – e não será tão bom. Capaz de o Palmeiras jogar mais pela necessidade – e equilibrar ainda mais o belo duelo. Mais capaz ainda de o Flamengo seguir criando e atacando desde o início. E o Palmeiras dando o campo e a bola ao rival esperando para estocar e espetar no contragolpe contra sistema defensive mais exposto.

Talvez a única certeza de mais um classico que envolve os grandes clubes dos últimos cinco anos. E mais algumas pimentas na intensa rivalidade.