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Supercomputador ARM bate recorde de potência e é utilizado no combate à COVID-19

Wagner Wakka

Os japoneses conseguiram bater um novo recorde de potência de um computador com processador ARM. Chamado de Fugaku, o aparelho conta com um SoC A64FX de 48 núcleos e capacidade de 415,5 petaflops.

A máquina foi desenvolvida em uma parceira entre a Riken e a Fujitsu e lidera o ranking Top500 HPL, que calcula os aparelhos mais poderosos do mundo. O dispositivo está isolado no topo entre os modelos ARM, sendo 2,8 vezes mais rápido que o Summit da IBM, o vice-líder.

O Fugaku também ganhou em outros setores como Graph 500, HPL-AI e HPCG, respectivamente voltados para qualidade gráfica, inteligência artificial e computação gráfica. Ele é o primeiro a alcançar o topo do ranking simultaneamente nas quatro avaliações.

Este é o primeiro computador japonês a aparecer no primeiro lugar do Top500 HPL a em nove anos. O último havia sido o K, da Riken. No total há 226 aparelhos chineses nesta lista, contra 114 dos Estados Unidos e 30 do Japão.

ARM? 

Este é um tipo de processador voltado a ser mais leve, menor e, por isso, geralmente menos potente. Em comparação com outros semicondutores da Intel ou da AMD, o ARM tem um tipo diferente de funcionamento, que permite usar uma quantidade bem reduzida de energia para poder funcionar.

Anteriormente, os chips ARM eram utilizados em tablets e smartphones e, ao longo dos anos, foram adotados por algumas fabricantes de laptops. Tais chips já foram embutidos em Chromebooks para tornar as máquinas mais compactas, leves e simples, cuja bateria tivesse uma boa durabilidade.

No caso do Fugaku, a empresa consegue criar um balanço energético melhor para dar mais potência ao computador.

Para o quê serve um computador destes? Segundo uma postagem da Fujitsu no Twitter, experimentos mostram que a máquina já vem sendo testada com capacidade limitada em pesquisas relacionadas à COVID-19, com diagnósticos e até simulações de propagação do SARS-CoV-2, o novo coronavírus que causa a doença.

A partir do ano que vem, o Fugaku poderá ser usado com potência total, tanto para as pesquisas relacionadas à COVID-19 quanto para outras aplicações que exijam cálculos massivos.

Fonte: Canaltech