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Superbac deixa de importar insumos estrangeiros e poderá produzir matéria-prima, inclusive de vacinas

·2 min de leitura

RIO - Em meio à ameaça de desabastecimento de fertilizantes nas próximas safras e o aquecimento do mercado farmacêutico, a empresa de biotecnologia Superbac anuncia que vai passar a produzir sua própria matéria-prima e deixar de depender de insumos estrangeiros. A produção interna deve elevar o faturamento, previsto para este ano em R$ 700 milhões, para R$ 1 bilhão já em 2022. Nos próximos 10 anos, a meta é crescer 25% ao ano.

Para isso, a companhia que fica em Mandaguari, no norte do Paraná, inaugurou hoje uma biofábrica, uma das mais moderna da América Latina, e um centro de inovação, o Superbac Innovation Center, onde é possível fazer desde a bioprospecção ao escalonamento em planta piloto e elaboração do produto final em escala industrial.

O investimento total foi de R$ 100 milhões e a capacidade de produção é de 50 mil litros de bioinsumo a cada 24 horas. A planta foi desenvolvida para que possa expandir pelos próximos 10 anos.

O planejamento de crescimento do segmento agro até 2030, ocupará apenas 40% da capacidade total da biofábrica, deixando ainda 60% de sua capacidade total para atender todos os outros segmentos.

A empresa já atua na área de fertilizantes e passará também a abraçar, a partir de agora, as áreas para alimentação humana e animal, farmoquímicos, probióticos, prebióticos e todas as indústrias que utilizem microrganismos ou seus metabólitos.

Isso significa que ao produzir proteínas, enzinas e microrganismos, eles poderão atender indústrias dos segmentos farmacológico, alimentício, de nutrição, cosmético, óleo e gás, entre outros. O novo centro também vai poder permitir substituir a importação de insumos de vacina (IFA’s) pela produção local.

Segundo o presidente da Superbac, Luiz Chacon Filho, além de não depender mais da variação cambial, a empresa aumentará a capilaridade e versatilidade de bioinsumos e reduzirá problemas com prazos de entrega.

Nos laboratórios, o diretor de inovação Giuliano Pauli explica que é possível, por exemplo, analisar a qualidade nutricional do solo, o que ajuda no desenvolvimento de novas tecnologias mais assertivas para o campo. As informações coletadas ficam armazenadas em um banco de dados.

De acordo com a empresa, a prioridade da biofábrica será a de suprir as necessidades do mercado brasileiro. No momento, as exportações ainda não estão nos planos.

Na inauguração, estavam presentes autoridades, entre elas, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

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