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"Superterra" pode ser habitável, mas só durante parte do ano

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Um exoplaneta ao redor da anã vermelha Gliese 514 foi encontrado em uma órbita incomum: ele fica na zona habitável de sua estrela, mas apenas durante parte da trajetória. No resto do tempo ele está fora da região que permite a presença de água líquida. Isso implica em possibilidades para curiosas formas de vida.

A zona habitável de uma estrela é uma área ao seu redor onde é possível a existência de água líquida na superfície de um planeta. A extensão desta zona varia de acordo com o tamanho e brilho da estrela, mas ela é o principal lugar onde os astrônomos buscam por mundos capazes de suportar vida.

Nosso planeta, por exemplo, está na zona habitável do Sol, a uma distância que os astrônomos chamam de uma Unidade Astronômica — 150 milhões de km. Vênus e Marte se encontram, respectivamente, na fronteira interna e externa da zona habitável do Sol.

Diagrama com a zona habitável em verde para estrelas de diferentes temperaturas (Imagem: Reprodução/Missão Kepler/Centro de Pesquisa Ames/NASA)
Diagrama com a zona habitável em verde para estrelas de diferentes temperaturas (Imagem: Reprodução/Missão Kepler/Centro de Pesquisa Ames/NASA)

Em um novo estudo, os cientistas descrevem a descoberta de um planeta excêntrico, ou seja, de órbita ligeiramente elíptica. Isso é comum, mas o que causou certa surpresa é que este mundo entra e sai da zona habitável de sua estrela durante seu trajeto.

A Gliese 514 está localizada a meros 25 anos-luz da Terra — podemos considerá-la uma vizinha muito próxima. Para estudá-la, a equipe analisou dados do Observatório Keck no Havaí, do Observatório La Silla no Chile, do Observatório Calar Alto na Espanha e dos satélites Hipparcos, Gaia e TESS.

Com essas informações, eles observaram pequenas oscilações da posição da estrela ao longo de quase 25 anos, indicando puxões gravitacionais causados por planetas em órbita. Esse método de detecção de exoplanetas é conhecido como método de velocidade radial.

Os dados também mostram evidências de que o planeta, chamado Gliese 514 b, seria uma super-Terra — um mundo rochoso com pelo menos cinco vezes a massa da Terra. Sua órbita excêntrica o leva para fora da zona habitável durante dois terços de sua trajetória de 140 dias ao redor de sua estrela.

Órbitas excêntricas podem ser explicadas pela influência gravitacional de outros mundos ao redor da mesma estrela, mas parece que este não é o caso. "Não encontramos evidências de outros planetas no sistema, especialmente os massivos que poderiam ser a causa da excentricidade da órbita", disse o autor principal do estudo, Mario Damasso.

Comparativo entre as zonas habitáveis do Sistema Solar e do sistema Trappist-1, e seus respectivos planetas rochosos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Comparativo entre as zonas habitáveis do Sistema Solar e do sistema Trappist-1, e seus respectivos planetas rochosos (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Essa órbita representa um dilema, porque é muito difícil dizer que a vida poderia surgir em um planeta que fica na zona habitável apenas durante algum tempo. Mas há muito espaço para especular. Por exemplo, a vida poderia encontrar meios de sobreviver durante a dura época do ano em que Gliese 514 b está mais distante da região favorável.

Aqui na Terra, por exemplo, existem alguns exemplos de seres vivos que sobrevivem adotando um estilo de vida no inverno e outro no verão. Se a vida surgir em Gliese 514b, ela também poderia ser capaz de se adaptar para sobreviver.

Outra possibilidade seria uma evolução que levasse os seres vivos a uma vida subterrânea, onde as condições talvez sejam mais estáveis. “Podemos imaginar uma ampla gama de vida fotossintética sintonizada com diferentes níveis de luz e temperatura”, disse Caleb Scharf, diretor de astrobiologia da Universidade de Columbia em Nova York, que não participou do estudo.

Claro, Gliese 514b também pode ser um mundo totalmente inóspito e hostil para a vida. A única forma de descobrir é com novas pesquisas, analisando sua composição atmosférica. Os astrônomos também devem procurar por outros planetas no sistema para explicar a estranha órbita deste mundo.

O artigo foi aceito para publicação no Astronomy & Astrophysics e está disponível em pré-print no arXiv.org.

Fonte: Canaltech

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